segunda-feira, 19 de junho de 2017

O coração que ama

"O coração que ama
É estúpido e insensato,
Mesmo com maus tratos
Resiste em sua chama.
O coração que ama
Insiste mesmo sem razão,
E mesmo na mais bruta desilusão
Recolhe seus pedaços da lama.
O coração que ama
Está fadado ao sofrimento
À desventura e ao desalento
Pela voz que já não o chama.
O coração que ama...
É o coração que por ti clama
Pateticamente em vão
Na solitude de seu quarto imerso em escuridão."

Jejels, 18/06/2017.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Cura

Seria amor
Essa necessidade pulsante,
Ansiedade constante
Por sentir teu abraço
Num laço que me acalma
Amenizando toda a dor
Do pranto de minh'alma?


Jejels, 29/04/2017.



terça-feira, 30 de maio de 2017

Do "Poesia-me"

Você poderia ter ido embora,
mas escolheu ficar.
Esperou o meu
mau humor passar,
aguentou minhas crises
e abraçou o meu caos.
E eu, sou muito grata
por ter você.
Mesmo sabendo o quanto
seria difícil, você escolheu
fazer parte de tudo.
Obrigada por ser quem você é,
e por não me abandonar por ser
quem eu sou, mas sim, me mostrar
que eu posso ser alguém melhor.
Você ficou e eu torço que continue
ficando todo o dia um pouco mais.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Angel of Love

Once there was this girl
Who's been brokenhearted,
But an angel looked her way
And stared deep into her eyes.
Her carried, he healed her
And lifted her to the sky,
Made her eyes shine so bright...

Once there was this girl
Who dreamed with true love.
When the pain came to an end,
She found it in October's rain.
When the sun set in the horizon,
A kiss emerged from it's shadow.
A transcendent destiny opened in her heart,
For love was there no matter what.


Jejels, 29/04/2017.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O salto do peixe beta

O peixe beta
De seu aquário transparente
Espia ansiosamente
A janela aberta.

Aquário prisão,
Mas ainda salvação
Da morte em quatro horas
Caso saltasse para o lado de fora.

Chora o peixe beta
Um choro amargo
Sonhando em ser pássaro,
Sabendo da morte incerta.

E pensa se seriam suas lágrimas
A razão da amargura
De sua água já escura,
Tristeza tão íntima.

Cansou-se de apenas sonhar
E decidiu por fim, saltar...
Como asas não tinha,
Caiu à beira da escrivaninha.

E por lá ficou, de olhos fechados
Duas horas de arrependimento,
Duas horas de cansaço
Murmurando seu tormento.

Mas em seus últimos minutos delirantes,
Viu à janela um pássaro radiante
E seu coração já quase desfalecido
Bateu feliz uma última vez pelo sonho dormido.



Jejels, 28/04/2017.