quinta-feira, 1 de maio de 2008

Lírio Negro

Em um campo distante coberto de mistério
Desabrocha uma nova flor
Renovando o semblante de um novo Império
Que nasce assim, com nosso amor.

Lírio Negro, minha alma
Descobri em meu sonhar
Você terá mil motivos para sorrir
Para cada um que a vida te oferecer para chorar

Jardim das margaridas,
Onde a felicidade existe por obrigação
E fogem flores suicidas
Já mortas, sem sentimento ou coração

Passando pela alameda de rosas,
Não mergulhe nesse mar
Há sempre espinhos na paisagem enganosa
Que te ilude quando menos esperar.

As tulipas são sinceras,
Transparentes como o rio
Choram sem vergonha suas tristezas
E na alegria jamais escondem seu riso.

Encontrei cravos agressivos
Em suas tão curtas vidas
Explorando perigos explosivos
Uma simples palavra escrita.

Uma semente despertou...

Lírio salve minha alma
Tão pálida, dilacerada,
Estanque meu sangue que jorra,
Explode em minha veia
Enquanto presa nessa teia
A rosa manchada chora.

Ensangüentada,
Abandonada,
Derrotada...

Não pode mais chorar,
Mortos não derramam lágrimas;
Você vai descansar...
Lírio, me faça despertar!



Jejels, 01/05/2008

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