domingo, 4 de maio de 2008

Refúgio

Depois de anos na sombra encontrei
No fundo do baú misterioso
Enterrado nas lágrimas que derramei
Um baú diferente, precioso.

São essas coisas
Que se passa a vida procurando
São esses acasos
Que só se vê nos filmes que vão passando...

Filmes criados para mostrar
Um irreal que todos gostariam de viver
Um mundo feito do sonhar
Mas que ninguém nunca vai saber.

Ideais mortos e idéias reprimidas,
Sentimentos ignorados,
Letras de músicas esquecidas
E direitos violados.

Baú de memórias
Que escureceu ainda mais o dia
Uma romântica história,
Trépida, dramática tragédia.

Foi quando meus olhos se abriram
Ardendo em lágrimas glaciais
E duas longas asas apareceram
Nas sombras frias artificiais.

Asas quentes que me envolveram
Num sonho sem fim,
E a paz me devolveram
Com flores de cristal do meu jardim.

Então sem ver seu rosto
Me libertei do abismo
Com um tom absorto
Consumida pelo sentimentalismo.

Quando acordei do sonho perfumado
-Ainda estava viva-
Encontrei um céu estrelado
Como jamais antes vira...

Uma melodia celestial soava
E podia ouvir uma voz macia
Alguém que um alaúde tocava
Deixando tudo na mais perfeita harmonia.

Foi quando um coro de vozes angelicais
Invadiu meus ouvidos
E lábios doces e surreais
Encontraram nos meus um poema nunca lido.

Refúgio de mim mesma,
Das tristezas que ficaram para trás
Que me guarda e me faz sentir realeza
Como ninguém fez jamais.

Meu anjo da noite, o inverno
Não me trás nenhuma lembrança
Escreva em mim então seu verso terno
E me marque com sua esperança.




Jejels, 04/05/2008.

Um comentário:

marina disse...

jessica
to sempre aqui lendo seu bog ^^
e ai como vai
e o ensaio como foi???
huauah