terça-feira, 6 de maio de 2008

Ventos de Maio

Um céu cinzento amanhece
Na esperança do vento frio
Trazer o sol
Que não mais aquece.

Indiferença obscura
Inclusa num emaranhado de solidão
Em um caminho que cada vez mais tritura
Um pobre e inocente coração.

E quando a luz chega, ainda fraca,
Eles vêm e não tiram os olhos dela
Esperando a hora certa de tomar sua alma
E acabar com a tristeza que a congela...

Não ouça,
Não veja,
Ignore o ódio...
Não ouça esse silêncio
Que te chama intensamente,
Apenas sinta o desenho
Que corta sua pele dolorosamente...

A marca estará para sempre
Com você...

Não ouça,
Não veja,
Ignore a realidade...
Os gritos que tenho escutado
Na enchente de lágrimas ferventes,
Se seu coração tiver parado
Pelo menos descanse sua mente...

E quando a lua chegar
Eles retirarão do necrotério
Um corpo pálido que vai respirar
E caminhará para o cemitério.

Nos ventos de maio vai surgir
Uma sombra misteriosa
Ela então irá sorrir
No seu pescoço vai descobrir
O que ela precisa para reviver

Não fujam,
Não corram,
Ignorem os hematomas...
Não vão ouvir seus gritos
Que explodem em seus corações
Nesse eterno e contínuo rito
Que transborda de emoções...

Vingança...
Não há mais esperança...
Então provem
O que vocês me fizeram passar...
Em minhas mãos vão estar
Os corações dos que me ensinaram a matar.




Jejels, 06/05/2008.

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