quarta-feira, 4 de junho de 2008

Lábios de mel

Teu enamorado semblante
Misterioso e sereno
Me deixa boba e distante
Com meu coração ingênuo.

O mais firme olhar
-E tão compreensivo-
Que encontrei em meu sonhar,
No meu refúgio evasivo.

Tomava forma o impossível,
O anjo que me protegia
E voava no noturno irresistível
Para limpar minhas lágrimas quando chovia.

As palavras que embalavam meu sono
Eram as mesmas que se silenciavam agora;

O silêncio era perfeito
Pois palavra nenhuma cabia
Para explicar o medo desfeito,
Gerando o amor que em mim explodia.

E enquanto as palavras morriam
Eu fugia do universo
E na execução do real cresciam
Sentimentos que li em versos;

Versos de uma longa história
Construída com tempo e acasos,
Um amor que sangra e chora
E encontra refúgio em seus abraços.

Um anjo que alça o céu
E faz pulsar meu coração;
Um anjo de lábios de mel
Antes um fruto da minha imaginação.



Jejels, 04/06/2008.

Nenhum comentário: