sexta-feira, 6 de junho de 2008

Pena de morte

No sombrio tribunal surpremo,
Onde prevalecem a justiça e a verdade,
Estava o medo em seu estado extremo
Pois em tudo havia um toque de maldade.

E nos confins dos meus pensamentos
Eu era torturada
Vendo meu coração sangrento
Na ponta de uma adaga.

E tudo escureceu
Em uma fração de segundo;
Minha coragem enfraqueceu
E sobre mim caiu o mundo.

As horas pareciam infindas
E com elas minha tensão;
Enquanto meus crimes eram citados em lista,
Eu mergulhava em uma irreversível contradição.

Afundando em mentiras brancas
- Que não eram tão brancas assim -
Fui me encriminando aos poucos,
Afundando em mim.

O júri sem rosto gritava,
Era impossível que fosse enganado
E quanto mais o juiz cego pensava,
Mais sangrava meu coração despedaçado.

Foi então que, num fio de esperança,
Rezei para que para que eu fosse salva
E embora o fizesse sem muita confiança,
Fui acolhida por uma luz alva.

Na sentença proclamada
Não havia punição;
Cada palavra derramada
Anunciava minha salvação.

Então ganhei a eternidade,
O veneno que mataria a dor,
A fuga da realidade;
Sentenciada a morrer de amor.



Para alguém muito especial que me inspira e dá apoio... Sem você essas palavras jamais se realizariam. Jejels, 05/06/2008.

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