quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A fotografia

E de repente, no meu quarto,
Um papel no chão
Reflete a luz do teto
E faz volar aquela sensação...

Quanto tempo se passou?
O que aconteceu?
O tempo se congelou
Com aquele sorriso seu.

A inocência,
Doce mente livre;
Olhos de porcelana pintada,
Lindos contos de fadas...

E no mar mergulhamos
E o tempo afundou.
Olhando para o céu
Se perdia Rafael.

E à noite víamos estrelas
Que jamais apagarão
O brilho que tanto facina
Os olhos morenos de Marina.

E no sorriso se calaram
As palavras que não dissemos,
A resposta do drama
Nas mão de Luciana.

Quanto tempo se passou?
Quantos sorrisos semeamos?
O papel me recordou
Quem esteve aqui tantos anos...

E agora os cachos dourados
Comendo... pudim,
Tagarelando na janela
Gabriel e Isabela.

Eram os inseparáveis
Corações pulsando juntos
Em caminhos inacreditáveis
E com sonhos maiores que o mundo.

Quanto tempo nos resta
Até nos tornarmos eternos?
Quebrar a reta,
Nosso falso trajeto no Universo...

Inesquecíveis
Os olhos morenos,
Os sorrisos irresistíveis,
O som sereno...

Tento o tempo
Aproveitar...
Tento o tempo
A me deixar continuar...

E de repente, no meu quarto,
Um papel em minhas mãos
Refletindo um olhar quieto,
Aquela doce sensação...



Jejels, 06/06/2008.
Pauta para a 60ª edição poemas do Bloínquês.

Um comentário:

marina disse...

sem palavras fico muito bonito *-*