sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vou te encontrar, não sinto o ar.

Atualmente, as coisas não estão como antes. É claro que nada será como antes, mas as coisas poderiam estar melhores. O sol não quer mais brilhar, a lua só quer se apagar, ninguém mais vem me olhar. As pessoas parecem se afastar, eu não sei se as coisas vão mudar. Mudar. Mudança. Não da para ficar a chorar e lamentar a falta que você me faz. Você. Quem é você? Você ainda existe? Eu não sei se você sabe: eu não existo sem você. As coisas também parecem não funcionar, o amor não quer mais agradar e você, realmente, parece se afastar. Quero te encontrar. Dizer-te coisas que eu nem sei. Só quero te tocar e ao seu ouvido poder falar: “amor, não queira me deixar. Se você me deixar, o mar vai me tomar”. Mar, oh! O mar. Frio e quente; perigoso e gostoso; ardente e, como sempre, carente. Carente de mim, de me beijar, de me adorar, de me cuidar, de me abraçar e de me amar. Vem a onda e me leva no seu balanço: não me canso. Isso... Leva-me. Quero sentir o sal. Quero sentir a tua força. Falta pouco, o mar vai me levar e eu vou te encontrar. Mais uma onda, mais duas, mais três, mais dez. Falta-me um pouco da memória. Não escuto, apenas sinto. Quase que não penso. Água! Venha me banhar, entre em meu corpo que de tanto chorar, só quer descansar. Eu não sei nadar. Ar? Não sinto o ar. Vou te encontrar, não sinto o ar. Vou te encontrar. Eu te amo.


Rafael Daher, 06/08/2008.

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