sábado, 27 de setembro de 2008

A multidão

A multidão passava todos os dias
Os sons aumentavam
E crescia minha agonia
Com esses dias que passavam.

Um aglomerado de pessoas
Cada um com sua mente
A voz que não soa,
Que fica rouca vagarosamente.

Os olhos quebrados,
A boca rachada,
O coração despedaçado,
A alma desolada.

Por que mesmo com tanta gente
Estou sozinha por dentro
Sinto frio o ar quente
Congelando-me por dentro...

Alguém aí?
E minha voz reponde
Alguém aí?
O eco me responde.

Talvez eu tenha me iludido,
Talvez não seja nada do que eu pensei,
Mas talvez você tenha desaparecido
Quando eu mais precisei.

Eu tento dormir à noite
E tenho sonhos que me engolem,
Grito seu nome no escuro da noite
E minhas palavras morrem.

Parece que ninguém mais vai vir
E minhas mãos congelarão
No pior frio que se pode sentir...
O frio que congela o coração.

Solidão...
Em meio a esses rostos
Não há canção
Não há interação.

Não há ninguém aqui
Que me faça sentir algo além do vento
O vento cortante que congela minhas lágrimas
Esse vento do meu descontentamento.

Talvez eu esteja errada...
Mas quem pode julgar?
Queria não estar acordada,
Queria que isso não passasse do meu sonhar.

Alguém aí?
E minha voz se esconde
Alguém aí?
E uma lágrima responde.




Jejels, 27/09/2008.

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