quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O caminho do vento

Borboletas brancas
Voam pelo jardim
Aos olhos de quem
Já não estará mais aqui.

Seguem com as pétalas
Das flores caídas ao chão
Com suas cores discretas
Colorindo a estação.

Voam suavemente
Enchendo os olhos dos atentos,
Levando embora as sementes,
A esperança e o contentamento.

Flutuam no ar os cabelos
De um homem desiludido
Controlando o desespero
De um coração sofrido.

Então o ar fica úmido
Molhado por suas lágrimas
Pensando no que é único
E na sua esperança ávida.

Então o vento cessou
E ele parou de chorar
Pois a ventania o lembrou
Da força que ele deveria carregar.

Respirou profundamente
Aspirando as cores das flores,
Abriu os olhos de repente
E apreciou o movimento das borboletas.

Tão brancas e numerosas,
Tão bonitas a voar,
Tão maravilhosas
Fazendo sua mente dançar.

E perdendo-se na melodia do vento
Começou a cantar
Agora compreendendo
E voltando a chorar.

Segurou nas mãos as pétalas coloridas
E apreciou suas cores
Sentindo as texturas macias
Esquecendo suas dores.

Soprou-as então
Deixando-as voar,
Libertou seu coração
Deixando sua mente flutuar.

Seguiu então o caminho
Da flor ao chão caída
Sentindo meu carinho,
Seguindo sua vida...



Jejels, 09/09/2008.

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