domingo, 7 de setembro de 2008

O Chamado

Uma voz ecoa
Ao longe, distante;
Uma voz soa
Num tom inconstante.

Não é um timbre desconhecido,
Você sabe que não,
É apenas um mistério não resolvido
Acelerando seu coração.

Sussurrando seu nome
Ou gritando a plenos pulmões,
Um simples toque de telefone
Ou estranhas canções.

Uma carta desviada,
Um desencontro repentino,
A voz não se calava
E continuava insistindo...

Uma voz rouca
Cansada de tanto gritar,
O semblante de uma garota
Desgastada de te procurar...

Chamei pelo seu nome,
Enviei um milhão de cartas,
Disquei o número de seu telefone,
Compus inúmeras serenatas.

Mas o chamado não foi ouvido,
O grito foi abafado
E o tempo foi esquecido
Por aquele que era chamado.



Jejels, 06/09/2008.

Um comentário:

Bell Souza disse...

Ixeee, eu entro pouco na net, não tinha visto. Vou olhar nos meus arquivos o resultado para você. Eu pedi para a naty postar para mim e acabei não digitalizando isso. Está anotado na minha agenda, mas eu vou te passar. beijos