quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Último instante

Flores do outono
Com pétalas sedosas
E perfume de sonho,
Doce noite vaporosa.

A inocência das flores
Morre no meu sacrifício,
Nas amargas cores venenosas
Que se dilúem no abismo.

Os lírios de plástico
Ao glacial vento cortante
E um frio de mármore estático
Que congela o último instante.

Cores de sonho
Na estrela formosa
E o perfume sem dono;
Na estranha noite tenebrosa
Me desencontro.

Luz que converge
Do astro que rege,
Do sangue que escorre,
Do que não se esquece...

Os lírios de plástico
Ao glacial vento cortante
E um frio de mármore estático,
Sorriso torto e apático
De lírios de plástico
Congelados, distantes
No último instante.



Jejels, 20/11/2008.

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