segunda-feira, 31 de março de 2008

O Perdido

E aí,
Fica o dito, o não dito,
O perdido.

E não é fácil viver sem você.
É difícil de mais.
É perder, é sofrer, é entender que sem você,
Não da mais.


(05/11/07, por Rafael Daher)

quarta-feira, 26 de março de 2008

Exodus

My black backpack's stuffed with broken dreams
Twenty bucks should get me through the week
Never said a word of discontentment
I thought it a thousand times but nowI'm leaving home

Here in the shadows
I'm safe
I'm free
I've nowhere else to go but
I cannot stay where I don't belong

Two months pass by and it's getting cold
I know I'm not lost
I am just alone
But I won't cry
I won't give up
I can't go back now
Waking up is knowing who you really are

Here in the shadows
I'm safe
I'm free
I've nowhere else to go but
I cannot stay where I don't belong

In the shadows
I'm safeI'm free
I've nowhere else to go but
I cannot stay here

Show me the shadow where true meaning lies
So much more dismay in empty eyes.

Composed by Amy Lee/Ben Moody, Evanescence.

terça-feira, 25 de março de 2008

Imensidão

Abra os olhos e verá
Algo além do aqui e do agora,
Além de tudo o que possa imaginar...
Meu relógio não marca a hora.

Não há tempo nem espaço
Onde caiba tudo isso;
Não há outro abraço
Que semeie meu sorriso.

Em cada raio de sol
Posso te sentir comigo.
Bem-me-quer, girassol,
Estarei sempre contigo.

Cada sorriso de multiplica
Em risos sinceros
E meu coração suplica:
Você é tudo o que eu quero.

Em cada canção, em cada melodia
Tua voz soará com perfeita harmonia.
Em meu coração, em minha sinfonia
Você sempre fará parte e me dará toda a alegria.

By Jejels, 02/03/08

segunda-feira, 24 de março de 2008

"As Brancas Colinas de Dezembro"

Tu sentavas à janela do no alto do velho sobrado todas as tardes
E contemplavas as brancas colinas de Dezembro.
Distraías assistindo as raras pessoas que transitavam na única rua da vila
Vestindo seus velhos casacos pretos.

O silêncio nos separava em distancias enormes o que era apenas três metros.

Teus olhos queriam ir além, mas no meio estavam as brancas colinas de Dezembro.
Tudo o que se ouvia era o ranger das tábuas do assoalho sob tua cadeira de balanço.
Como o vinho em uma garrafa, nossas vidas foram se esvaziando. Transformando em amargo o que era doce.

Tu esperavas
Eu trabalhava

Tu sentavas à minha sombra
Tua quietude me consumia

As noites de Dezembro eram sempre frias
Nossos corpos não mais nos aqueciam

O tempo nos calou
O tempo nos parou

Dissipou de nós toda a alegria; todo o entusiasmo da vida.
O amor se esvaiu.
O carinho morreu.

A indiferença germinou, brotou e cresceu.
Não éramos mais os mesmos
Éramos estranhos
Éramos perdidos

Lembranças...

Nem mesmo as lembranças nos entusiasmavam mais
Nem sorrisos, nem esboço de sorriso era desenhado em nossos lábios.
Éramos seres esquecidos do nosso passado
Vivendo um presente acaso

Por que isso foi nos acontecer?
Por que nem mesmo nossos olhos querem nos ver?

Os sentimentos de amor parecem ter se transformado em sentimentos de autopiedade.
Doía-me sentir-me assim.
Doía-me sentir-te assim

Todavia, nem uma migalha de afeto me caía às mãos.
Nem um gesto, nenhum toque.
Só a dor
Só a dor

Um inverno após o outro os anos foram se passando
E esquecidos fomos ficando.
Os sinos da igrejinha há muito tempo já não badalavam mais
Não havia ninguém que os balançassem;
Não havia mais ninguém a chamar.

As pessoas da pequena vila se mudando.
Aos poucos foram a abandonando.
Ficando para trás
Perdida entre as brancas colinas de Dezembro

Teus vestidos...

Não mais os tinha novos
E a cada dia foram ficando repetitivos
Cada vez mais finos
Cada vez menos coloridos

E junto com eles, as cores dos teus olhos foram sumindo;
As cores da vida que eles refletiam foram também se desbotando
Até que lhe restasse somente o branco
O branco das colinas de Dezembro

Que por anos contemplaste desta janela, deste sobrado
Que hoje está mais vazio
Que hoje está ainda mais frio

Deus...

Roger silva,
Mcp, 22.05.2006 – 21:02

Retirado de http://poesia-gotica.zip.net/

domingo, 23 de março de 2008

Teu Olhar

A noite nasce
Quando o Sol vai descansar
E antes que o sono me abrace
As estrelas vêm iluminar.

Mar de ternura
Molha minha alma congelada
Há tempos não sentia
Essa fábula encantada.

O vento a soprar
Palavras com pensamentos
Quando encontram seu olhar
Se diluem o espaço e o tempo.

Mergulho sem me preocupar
No mistério que você guarda em si
E resolvi desmascarar
O sentimento guardado em mim.

Uma flor desabrochando
Entre dois universos
É confiança se apaixonando
E se declarando em versos.

Não é mais oculto teu olhar
Já que seus olhos se fecharam
Tudo se tornou claro como o luar
E as estrelas se apagaram.

~~By Jejels, 03/03/08~~

sábado, 22 de março de 2008

Transparência

Diante da lua mais brilhante
Ouvindo palavras cobertas de sentimento
Cercados de vagalumes cintilantes...
Um beijo marcou esse momento.

Nada direi,
Palavra nenhuma expressará
O que senti, o que pensei.

Queria te fazer adormecer
Coberto de todo o meu carinho
E te fazer jamais esquecer
Que nunca estará sozinho.

Cantarei
A canção mais bela que puder
E ao seu lado descansarei...


Jejels.

domingo, 16 de março de 2008

Ilusão

Sonhei com um novo mundo
Tudo era claro e limpo
Eu podia saber de tudo
Transparente, mundo novo.

Acordei e pude voltar
À minha realidade
Viver, correr, sangrar
Longe de qualquer serenidade.

Não me salve,
Você não precisa disso.

As inúmeras toalhas manchadas de sangue,
Os infinitos gritos rasgados.

"Sonhos não se tornam realidade"
Essa é a frase que mais me marcou;
Queria apenas sinceridade
Por cima da chuva que me inundou.

Cortem-se todos os pescoços
E lavem toda essa atrocidade
Arranquem meus ossos
Para construir nova verdade.

Não me salve,
Você não entenderia isso.

Inúmeras lágrimas de sangue,
Infinitas almas afundadas.


Jejels.