sábado, 30 de agosto de 2008

Poemando com pudim...

Eu esperei muito tempo,
Os sonhos têm açúcar, açúcar é doce
E no fim vira tudo realidade
Todo o esforço queeu fiz...
Não deu para vencer,
Meu sonho açucarado,
Eu estou errado,
Estou acimado peso
Então agora tenho que descobrir o tesouro
E não há nada a dizer depois de PUDIM...
Foi quando ouvi a sirene dos bombeiros
E descobri que estava pegando fogo!!
...(nada a dizer)
Então saí gritando que estava cego...
- Huum... gosto bom... Pera! (Tô de boca cheia...) -
Mas no final das contas o avião deu problema
Então desci de pára-quedas para não chegar atrasada
No churrasco de pudim.




Meu pudim, meu pudim,
O suco vai pro rim,
Mas agora não dá mais...
Não dá mais!
Por que será que sonhamos?
Por que somos animais?
Quem criou o chocolate?
Há tantas perguntas açucaradas...
E logo hoje,
No MC Dia Feliz,
Estou triste de tanto comer pudim de arroz
E de beber leite de jacaré...
Tantas coisas com açúcar...
Eu sou preso,
Preso num sonho de pamonha.
Agora! Ainda tenho que encontrar o Curinga
Para matar o jiló assassino...
EU AMO PUDIM!
E foi nessa hora que me acertaram com uma kunai!
Mas quando eu ia começar a esquiar,
Meu celular tocou,
Então falei pro Btaman que eu estava em perigo.
Adeus, pudim!
E aqui vou eu cair num abismo de açúcar...




Jejels e Gabriel, 30/08/2008.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Meus poemas nascem sangrando

Como pode descer dos céus um poema
assim mesmo como um raio?
Seria presente dos deuses
ou condenação sumária?
Viver permanentemente atado
aos desejos de outrem...
Não, senhores,
o poema não é um dom divino.
O poema é uma conquista.
Ele é fruto da imaginação
e da destreza do poeta.
O poema também não é o sentir,
antes ele é o sentido.
Mas quem quiser que sinta!
Eu transpiro enquanto escrevo.

Meus poemas nascem sangrando.




Gustavo Felicíssimo.
(Retirado de http://www.cronopios.com.br)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A dead heart can't feel anymore

Ouvi dizer que a eternidade não existe
E que tudo terá seu fim
Pergunte por que estou triste
E te direi o que sangra em mim.

Sem sua voz vou me partindo
Para que enfim seja exterminada
O veneno está agindo
Mas ainda sinto sua falta.

Dê o golpe final,
Me atire no abismo
Confie no surreal,
Nas lágrimas que não sinto...

Não há mais felicidade
E nada a perder
Dê o golpe final,
Já não sei mais viver.


Jejels, 2007.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Inspiração

Inspiração
Foge da minha mente,
Refugia-se em meu coração
Que bate fortemente...
Palavras escapam rápidas
Especializaram-se em se esconder,
Não encontro mais saídas
Nem rimas para escrever.
O amor corre em minhas veias
Enchendo minha alma
Com a calma
Que te faz crescer
Em mim...



Jejels, 2007.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nuvens

Esperança,
Leve esperança
Um céu azul,
Um sonho de criança.

Um cavalo alado,
Um segredo a guardar,
Um sonho calado,
Um mundo a girar.

Alegria,
Doce alegria
Um mar tranqüilo,
Uma brilhante fantasia.

Um dragão suntuoso,
Um olhar iluminado,
Um coração curioso
Num mundo encantado.

Mistério,
Completo mistério
Luzes enchendo
O espaço aéreo.

Um chocolate quente,
Uma noite que dança,
Uma estrela cadente,
Um sonho da minha infância.


Jejels, 20/08/2008.

O amanhã

Algumas palavras
São eternas
Como a espera
Pelo amanhã;
Quem me dera
Que você viesse,
Que você dissesse
Algumas palavras...


Jejels, 20/08/2008.

sábado, 16 de agosto de 2008

The Escapist

Who`s there knocking at my window?
The Owl and the Dead Boy
This night whispers my name
All the dying children

Virgin snow beneath my feet
Painting the world in white
I tread the way and lose myself into a tale

Come hell or high water
My search will go on
Clayborn Voyage without an end

A nightingale in a golden cage
That`s me locked inside reality`s maze
Come someone make my heavy heart light
Come undone bring me back to life
It all starts with a lullaby

Journey homeward bound
A sound of a dolphin calling
Tearing off the mask of man
The Tower my sole guide
This is who I am
Escapist, paradise seeker
Farewell now time to fly
Out of sight, out of time, away from all lies

A nightingale in a golden cage
That`s me locked inside reality`s maze
Come someone make my heavy heart light
Come undone bring me back to life
It all starts with a lullaby.




The Escapist, Nightwish.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vou te encontrar, não sinto o ar.

Atualmente, as coisas não estão como antes. É claro que nada será como antes, mas as coisas poderiam estar melhores. O sol não quer mais brilhar, a lua só quer se apagar, ninguém mais vem me olhar. As pessoas parecem se afastar, eu não sei se as coisas vão mudar. Mudar. Mudança. Não da para ficar a chorar e lamentar a falta que você me faz. Você. Quem é você? Você ainda existe? Eu não sei se você sabe: eu não existo sem você. As coisas também parecem não funcionar, o amor não quer mais agradar e você, realmente, parece se afastar. Quero te encontrar. Dizer-te coisas que eu nem sei. Só quero te tocar e ao seu ouvido poder falar: “amor, não queira me deixar. Se você me deixar, o mar vai me tomar”. Mar, oh! O mar. Frio e quente; perigoso e gostoso; ardente e, como sempre, carente. Carente de mim, de me beijar, de me adorar, de me cuidar, de me abraçar e de me amar. Vem a onda e me leva no seu balanço: não me canso. Isso... Leva-me. Quero sentir o sal. Quero sentir a tua força. Falta pouco, o mar vai me levar e eu vou te encontrar. Mais uma onda, mais duas, mais três, mais dez. Falta-me um pouco da memória. Não escuto, apenas sinto. Quase que não penso. Água! Venha me banhar, entre em meu corpo que de tanto chorar, só quer descansar. Eu não sei nadar. Ar? Não sinto o ar. Vou te encontrar, não sinto o ar. Vou te encontrar. Eu te amo.


Rafael Daher, 06/08/2008.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A fotografia

E de repente, no meu quarto,
Um papel no chão
Reflete a luz do teto
E faz volar aquela sensação...

Quanto tempo se passou?
O que aconteceu?
O tempo se congelou
Com aquele sorriso seu.

A inocência,
Doce mente livre;
Olhos de porcelana pintada,
Lindos contos de fadas...

E no mar mergulhamos
E o tempo afundou.
Olhando para o céu
Se perdia Rafael.

E à noite víamos estrelas
Que jamais apagarão
O brilho que tanto facina
Os olhos morenos de Marina.

E no sorriso se calaram
As palavras que não dissemos,
A resposta do drama
Nas mão de Luciana.

Quanto tempo se passou?
Quantos sorrisos semeamos?
O papel me recordou
Quem esteve aqui tantos anos...

E agora os cachos dourados
Comendo... pudim,
Tagarelando na janela
Gabriel e Isabela.

Eram os inseparáveis
Corações pulsando juntos
Em caminhos inacreditáveis
E com sonhos maiores que o mundo.

Quanto tempo nos resta
Até nos tornarmos eternos?
Quebrar a reta,
Nosso falso trajeto no Universo...

Inesquecíveis
Os olhos morenos,
Os sorrisos irresistíveis,
O som sereno...

Tento o tempo
Aproveitar...
Tento o tempo
A me deixar continuar...

E de repente, no meu quarto,
Um papel em minhas mãos
Refletindo um olhar quieto,
Aquela doce sensação...



Jejels, 06/06/2008.
Pauta para a 60ª edição poemas do Bloínquês.