segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Teu Olhar

O olhar,
O olhar
Abstrato
Num retrato
Que me faz sonhar.

O olhar,
O olhar
Tão distante
Um gigante
Desejo de te encontrar.

Nuvem brilhante
O sonho despertou
O irreal deslumbrante
Do universo do amor.

Palavras doces
Aos meus ouvidos
E lindos pontos brilhantes
No céu a piscar.

Perfume macio
Desvia minha mente
Sempre contente
Em ver você.

Um toque calmo
Mesmo à distância
É a minha esperança
Da tua presença.

O olhar,
Teu olhar
Um constante sentimento
Que te traz
Pra perto de mim.



Jejels, 18/10/2008.

sábado, 18 de outubro de 2008

Meu sonho

Feche os olhos
E apenas sonhe
Porque estarei aqui
Mesmo assim tão longe.

E vou cantar
Todas as noites
Vou esperar
A sombra do luar.

Me abrace
Em pensamento
Cante a sua parte
Do dueto de sofrimento.

O meu sonho é ver você
Chegando aqui
Me ouvindo dizer
Você é meu anjo...

Nunca vou te esquecer.
Delírio
É a sua ausência
Facínio...
A tua presença.

Me deixe de pé
E me torne invencível
Pois o silêncio é
A distância impercorrível.

Nunca vou te esquecer.
Apenas você vence
O medo e a insegurança
E que me convence...

Você, minha esperança.
Lágrimas imaturas
Molham a tristeza azulada
Tão mórbida que perfura
Essa alma apaixonada.

Me chame
E diga a verdade
Me dê a liberdade
De um enxame.

Envenene
Meu coração doente
No momento solene
Do furto imprudente.

Você roubou
Aquele beijo prateado
Que me deixou o gosto amargo
Quando você me deixou.

O meu sonho é ver você
Chegando aqui
Me ouvindo dizer
Você é meu anjo...
Nunca vou te esquecer.

O meu sonho é ver você
Chegando aqui
Me ouvindo dizer
Você é meu anjo...
Meu anjo.



Jejels, 03/01/2008.

domingo, 12 de outubro de 2008

Você

Você é você
E não dá pra dizer
E não consigo esquecer
O quanto eu te amo.

Você é você
E não quero esquecer

O que você quis dizer
Com seu beijo...


Vou dormir e sonhar
Com sua voz em minha mente
Uma voz sussurrando
Suavemente...

Você é você
Não há nada a fazer
A não ser me render
A esse sentimento.

Você é você
Que me faz crescer,
Que me ensinou a viver
Um sonho real.



Jejels, 12/10/2008.

Relógios

Nos ponteiros do meu relógio
Conto os segundos para te ver
Nas notas do meu adágio
Sinto o mundo desaparecer.

As engrenagens irregulares,
O tic-tac descompassado
Fazem meus pensamentos voarem pelos ares
Buscando o que agora é passado.

Você está atrasado de novo
Ou meu relógio está adiantado?
Nos segundos intermináveis envolvo
Meu sentimento exacerbado.

Espere um minuto,
Uma semana, um ano...
Eu esperaria a eternidade do mundo
Só para rever seu sorriso soberano.




Jejels, 07/10/2008.

sábado, 11 de outubro de 2008

Soluços

Melanina;
Negra melancolia
Na noite sombria
Que descansa meus olhos.

Inúteis sentimentos,
Traidores lamentos
De um descontentamento
No pranto a chorar.

Mente vazia,
Ilusão sem fantasia
E triste, jazia
Meu inútil coração.

Músculo que bombeia
O sangue em minha veia
Doente que devaneia
Pelo corpo febril.

Febre fatal,
Desespero desleal
Seria esse o final
De minha pálida existência?



Jejels, 09/10/2008.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Corredor

Uma sombra percorria, sem rumo, um corredor estreito. A cada passo a emoção que a congelava se tornava maior, menos suportável e mais difícil de conter. O corredor em linha reta se desdobrara em um caminho sem volta. As nuvens negras que passavam sobre o teto variavam a luminosidade do lugar, que mudava como um pêndulo oscilando entre a penumbra e a completa escuridão. O barulho da chuva contínua enchia seus ouvidos como uma melodia monótona, vazia e fria. Não tinha mais noção do tempo e se perdia em sua caminhada fúnebre e sem sentido; o movimento já era automático, os pés andavam sem a consciência de sua dona. O frio interior era intenso, mas a temperatura física do local a fazia transpirar marcando seu percurso com o suor que não conseguia manter sua temperatura no nível natural. O calor era tão escaldante que chegava a derreter a tintura das paredes que escorria junto ao sangue que as impregnava. O fluído levava seus pensamentos para seu interior, para sua solidão, para o seu abandono.
A chuva aumentava elevando também o desespero que a possuía. Suas lágrimas rasgavam seus olhos inchados e vermelhos que, já acostumados com a falta de luz, buscavam o rosto que a atormentava e tirava sua calma, aquela imagem que permanecera presa em sua mente, degenerando sua sanidade. Entre seus dedos descansavam imóveis uma carta e uma rosa branca cujos espinhos furavam sua carne fazendo pingar algumas gotas de sangue que se perdiam com o suor que molhava o chão. O calor se tornava cada vez maior e fazia seu corpo arder em febre, Sentia sua pulsação enfraquecer a cada passo cansado que a conduzia ao infinito.
As palavras que enchiam a carta estavam gravadas em sua memória: Uma declaração, uma confissão e um pedido de desculpas. Enquanto tudo aquilo ecoava em sua cabeça, começava seu delírio. As gotas de chuva que explodiam no teto pareciam reproduzir as vozes daqueles que ela havia deixado. A que soava mais alta, porém, era a voz daquele a quem a carta era destinada. Aquele quem ela procurava... Seu surto explodia com sua voz, que gritava o nome do seu amor rasgando sua garganta rouca e seca. Foi quando ouviu um trovão e a chuva que se tornava tempestade.
A rosa e a carta caídas ao chão, a loucura tomando conta dela, um coração desesperados e gritos ensurdecedores. Um corpo ensangüentado descansava no ambiente macabro. Cortes em suas mãos e um coração morto que não conseguiu suportar tudo aquilo. Esperanças se diluindo no sangue ainda líquido, ainda quente, que transportara a ilusão que mantinha viva a alma que habitara o recém cadáver. Agora era só mais um fantasma que sublimaria das mentes que ainda o recordavam...
Uma sombra repousava intacta na parede suja de um corredor escuro que começava a receber a luz do aurora.





Jejels, 09/10/2008.

sábado, 4 de outubro de 2008

Dor

Queima meus olhos
Esse sentimento impiedoso.

Explode em meu peito
E sai em forma de lágrimas
Pedaços de minha alma
Dilacerada.

Tortura interminável que lava meus olhos
E faz sangrar meu coração...

Um corpo jogado ao chão
Se retorcendo com a agonia da dor
A agonia de não ter para onde ir...
A agonia do desamor.

Dor?
É o que sinto...
Inexplicável,
Insuportável,
Inacabável...



Jejels, 04/10/2008.

As cores da ilusão

A cor do teu beijo,
do teu sorriso,
e do teu coração,
estão longe de ganhar o calor,
que em meu coração,
dispara de emoção.

A emoção de querer ter-te ao meu lado,
de poder abraçar-te,
beijar-te,
amar-te,
e adorar-te.

Essa é a cor do meu amor,
do meu coração,
da minha emoção,
e da minha profunda ilusão.

A ilusão de beijar-te,
abraçar-te
e amar-te.

Tentando colorir,
vou tecendo o meu arco-íris...

Aquele que tem as cores da ilusão.




Rafael Daher, 23/09/2008.