sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Posso!

Não posso,
Não posso
Perder a calma.

Não posso,
Não posso
Me mexer.

Não posso
Ouvir nem ver,
Não posso
Sair daqui.

Não posso,
Mas quero...

Espero, almejo,
Desejo, persevero...

Eu quero,
Mas não posso...

Fim do poço?
Eu posso!



Jejels, 22/08/2008.

domingo, 23 de novembro de 2008

O surto

Como discutir a importância
De algo que está enterrado?
Algo que vai além da distância,
No meio de um ambiente calado
Mergulhado em minha ânsia...

Em sussurros posso ouvir
O mundo que vem colidir
E os destroços dos meus sonhos sem cores
Descansando num túmulo sem flores.

A dor que rasga a garganta
Com o grito que canta
E a melodia do fechar dos olhos.

O sangue nas lágrimas,
O pranto e as lástimas...

O corpo ao chão.




Jejels, 19/11/2008.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Último instante

Flores do outono
Com pétalas sedosas
E perfume de sonho,
Doce noite vaporosa.

A inocência das flores
Morre no meu sacrifício,
Nas amargas cores venenosas
Que se dilúem no abismo.

Os lírios de plástico
Ao glacial vento cortante
E um frio de mármore estático
Que congela o último instante.

Cores de sonho
Na estrela formosa
E o perfume sem dono;
Na estranha noite tenebrosa
Me desencontro.

Luz que converge
Do astro que rege,
Do sangue que escorre,
Do que não se esquece...

Os lírios de plástico
Ao glacial vento cortante
E um frio de mármore estático,
Sorriso torto e apático
De lírios de plástico
Congelados, distantes
No último instante.



Jejels, 20/11/2008.

domingo, 9 de novembro de 2008

Solitude

How many times have you told me you love her
As many times as I've wanted to tell you the truth
How long have I stood here beside you
I live through you
You looked through me

Ooh, Solitude,
Still with me is only you
Ooh, Solitude,
I can't stay away from you

How many times have I done this to myself?
How long will it take before I see?
When will this hole in my heart be mended?
Who now is left alone but me?

Ooh, Solitude,
Forever me and forever you
Ooh, Solitude,
Only you, only true

Everyone leave me stranded
Forgotten, abandoned, left behind
I can't stay here another night

Your secret admirer
Who could it be

Ooh, Can't you see
All along it was me
How can you be so blind
As to see right through me

And Ooh, Solitude,
Still with me is only you
Ooh, Solitude,
I can't stay away from you

Ooh, Solitude,
Forever me and forever you
Ooh, Solitude,
Only you, only true.




Evanescence.

sábado, 8 de novembro de 2008

My last breath

Hold on to me love
You know I can't stay long
All I wanted to say was I love you and I'm not afraid
Can you hear me?
Can you feel me in your arms?

Holding my last breath
Safe inside myself
Are all my thoughts of you
Sweet raptured light
It ends here tonight

I'll miss the winter
A world of fragile things
Look for me in the white forest
Hiding in a hollow tree (come find me)
I know you hear me
I can taste it in your tears

Holding my last breath
Safe inside myself
Are all my thoughts of you
Sweet raptured light
It ends here tonight

Closing your eyes to disappear
You pray your dreams will leave you here
But still you wake and know the truth
No one's thereSay goodnight
Don't be afraid
Calling me calling me as you fade to black(Say goodnight)

Holding my last breath(don't be afraid)
Safe inside myself(calling me calling me as you)
Are all my thoughts of you
Sweet raptured light it ends here tonight
Holding my last breath
Safe inside myself
Are all my thoughts of you
Sweet raptured light
It ends here tonight.



Evanescence.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Abyssus

Bela e traidora! Beijas e assassinas...
Quem te vê não tem forças que te oponha
Ama-te, e dorme no teu seio, e sonha,
E, quando acorda, acorda feito em ruínas...

Seduzes, e convidas, e fascinas,
Como o abismo que, pérfido, a medonha
Fauce apresenta flórida e risonha,
Tapetada de rosas e boninas.

O viajor, vendo as flores, fatigado
Foge o sol, e, deixando a estrada poenta,
Avança incauto... Súbito, esboroado,

Falta-lhe e solo aos pés: recua e corre,
Vacila e grita, luta e se ensangüenta,
E rola, e tomba, e se espedaça, e morre...



Olavo Bilac.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Endless Winter

Dark clouds are coming,
The wind is shaking your hair
While the drops of rain com to wash our souls
And the light is dying around us.

Bur there’s nothing to fear
Because I’m in your arms
And now I can hear
Your heartbeats, your words…
In this deep dark hole.

I can remember
The snow was falling down
And when the ghosts told me to surrender
I could hear a violin sound.

The cold path we chose
Became warm with your look,
With your kiss has grown a red rose
That warms the winter we lost long ago.

Bur there’s nothing to fear
Because I’m in your arms
And now I can hear
Your heartbeats, your words…
In this deep dark hole.

Promise me this will never end,
I feel this will never end,
I hope this will never end,
I wish this will never end…
And we’ll live forever
In our endless winter.




Jejels, 03/11/2008.

domingo, 2 de novembro de 2008

Um feixe de luz que entrou pela fresta das cortinas

O Sol... Uma enorme esfera de fogo... A fonte de energia. Talvez muitos pensem apenas isso desse grande astro. Talvez muitos nem parem um minuto de suas vidas para se certificar de que ele está lá.
Apesar de tudo, o Sol brilha sem parar, sem discriminação, sem vergonha de mostrar sua grandeza e sua beleza. A cada instante uma nova explosão ocorre em sua superfície, emitindo calor e luz. Mesmo não podendo ver o Sol de perto ou tocá-lo, sabemos que ele está lá, que é imenso... Sentimos o calor que ele lança a todas as direções, sentimos sua luz arder em nossos olhos nos permitindo a percepção do mundo por meio da visão.
O Sol está lá, todos os dias... Aconteça o que acontecer. Mesmo quando se põe, ele continua brilhante, pois é a Terra que gira, dando a todas as regiões do mundo a dádiva que é a vitalidade solar. O formato esférico do Sol pode nos fazer refletir sobre vários aspectos, como por exemplo, o ciclo da vida. A luz vai e vem, o dia nasce enchendo o céu de luz e morre nos mostrando que mesmo quando há escuridão, haverá uma luz, não com o mesmo brilho, mas de equivalente beleza, para nos guiar em nossa busca pelo universo, ou pelo menos, em nossa passagem por ele. A luz abre nossa mente para as belezas do universo... Quando o Sol ofusca nossos olhos podemos nos encantar com as cores, as formas definidas, o brilho e o calor. Por outro lado, o universo caminha em círculos, e, quando o Sol se põe, nos dá a chance de verificar o outro lado da vida. A noite chega silenciosa e se enche da melodia do vento. Quando a escuridão vai tomando conta do céu, se tornam visíveis as estrelas. Esses pequenos pontos brilhantes piscam, nos lembrando mais uma vez o vai e vem da luz, além de nos fazer perceber nossa existência como parte desse universo imensurável... Um universo no qual há vida... E onde a vida se expressa com toda a sua força.




Jejels, 01/11/2008.