segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Selva de Pedra

Distante de tudo o que se conhece,
Distante da luz do dia que amanhece...

Fria como a morte,
Como o silêncio,
Como a noite
Que navega num bote...

Gélida e sombria
De noites vazias

Em suas ruas
Não há lua,
Não há leitura,
Mas há você.

E em você me prendo
Mesmo distante
No vento cortante...
Eu não entendo.

E em você eu penso
E me imagino
Fora desse mundo sombrio,
Fora desse clima tenso.

Apesar de distante
De tudo o que se conhece,
É próximo
Do seu sorriso que cresce...

Do seu sorriso longe de mim,
Do seu retrato que eu não desenho,
E finalmente assumi
Que assim não dá mais...

Enquanto enlouqueço,
Todas as noites sonho
Esse mesmo sonho
De que não me esqueço...

E você vai entrando
Para não mais sair...
E eu não imagino
A selva de pedra a surgir.


Onde você se enterra
Onde você se alegra....

Distante da minha imaginação,
Um ar sem canção...

E o ar se torna rarefeito
Enquanto tudo parece mudar
E tudo o que tenho feito
Parece nada adiantar...

O seu nome ecoando
E nenhuma resposta,
Nenhuma lógica,
Nenhum sorriso chegando.

E a selva de pedra cresce
E o tempo passa
E nada acontece
Onde você não passa.

Quente como o Sol,
Como um cachecol,
Como o laço
Que simboliza um abraço.

Distante de mim,
Distante daqui...

Espero que você se encontre
Na selva de pedra
E que não se perca,
Que não esqueça...

Selva de pedra,
A minha queda,
Essa saudade
Sem piedade.




Jejels, 12/01/2009.

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