segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Lágrima calada

Eu e o silêncio...
Parados,
calados,
amedrontados.

Eu e ele,
a sós,
reservados,
em movimento contrário ao do mundo.

Mundo que cala,
reprime,
abala,
entristece.

Por isso ando assim,
ando só.

Porque o mundo me cala,
e os meus olhos pesam.
E a lágrima cai.

A solidão me é grande companheira,
e estou em grande estado de desespero.

Entretanto,
um desespero que não grita.
Que se cala.
Que chora baixo.

Não sei como concluir isso que escrevo ao mundo.
Não vou inventar palavras,
Não vou me disfarçar.
Simplesmente vou acabar,
E nem uma lágrima a mais vou derramar.


Rafael Daher, 14/02/2009.

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