sábado, 7 de fevereiro de 2009

Numa sala

Luzes apagadas,
Uma sala trancada,
Janelas fechadas,
Sonho sem asas.

Pedaços de uma fotografia,
História de que eu me esquecia,
Sonhos que deixei de sonhar,
Uma pessoa que deixou de amar.

Paredes sem sabores,
Perfumes sem cores,
Passarinho sem voz,
Alma a sós.

Vida sem rumo,
Olhos no muro,
Céu inseguro.

Olhar sem brilho,
Vagar, sombrio,
Ouço o caminhar
Ríspido, letárgico
De um coração estático.

Atmosfera densa
Uma sala tensa
Tece a sentensa
Da tua presença.

Amor de verão
Que virou solidão
Na neve fria do inverno
Triste em eterno.

Uma sala,
Um fantasma,
Apenas uma sala
E o seu fantasma.

Eterno manto etéreo
Que flutua no teto,
No soluço mudo
Do meu último segundo.



Jejels e Marina, 28/01/2009.

Um comentário:

Phillipe disse...

Massa!! As 3 últimas muito boas!!!

Bjus!