terça-feira, 9 de junho de 2009

Devaneios de um solitário


As chuvas torrentes de novembro embalam uma sonata
o tempo que resta
e mata
destruindo um coração


apenas um olhar
apenas uma breve interligação
apenas o apaixonar
apenas um coração


apenas os pesâmes
e os canônes
dessa primeira noite
a sombra da vela
como um açoite
por nunca mais poder ver ela


apenas mais um suspiro do universo
inverso
controverso


tudo tem que terminar...
porém tudo que está a encerrar
indica um novo caminhar



para um novo lugar, ou não
mesmo que dentro de nós ,
em nosso coração


não se culpe, pois a morte vem como vento surdo em nossos ouvido
se nos chama
apenas um ruido
ela sombriamente clama


esse poema de poeta amigo
que apenas fala desse sentimento inimigo
quer dizer para que o seu pesar
torne a sua força
para esse novo caminhar.



Christian Thomas, novembro de 2008.

Nenhum comentário: