sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Noite

Por que o brilho se derrete
Sob a chama azul da lua?

Há uma sombra inerte
Vagando pela rua
E pela janela posso encontrar
As rosas mortas a chorar,
Suas cores desbotadas,
As vozes abafadas
Pelo barulho do mar.

Um mar de insegurança,
De medo e inconstância
Que grita sem pensar.

E o vento que sopra,
Gela e continua a esfriar,
Rodopia pela rua
Escura e sem estrelas.

O cheiro é do desespero
Que atinge o cavaleiro
Já sem forças para lutar.
Em seus olhos eu vejo
A faísca do desejo,
Do anseio por descansar...

A memória do beijo
Jamais irá se apagar.





Jejels, 07/08/2009.

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