terça-feira, 1 de setembro de 2009

Noite alemã

E a noite desceu
Plena e inexorável,
Irremediável,
Inevitável.

Enfraqueceu os homens,
Destruiu nações
Essa noite do ontem
Que ecoa nos corações.

A noite desceu
E não houve quem a impedisse,
Ninguém disse
Que ela parasse -
Não houve quem resistisse.

Houve então a fuga
Dos inocentes,
Dos que sonhavam
Com a paz no presente.

E ao abrigo se dirigiram,
Distantes dos ventos frios do norte,
Acreditando na sorte
De um dia retornar ao lar.

Vieram então existir
Em terras tupiniquins
Onde o sol domina
Os florestais jardins.

Até que o dia amanheça
Eles viverão da crença,
Da esperança de um dia
Voltarem à sua terra querida.






Jejels, 01/09/2009.

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