sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lágrima

Denso, mas transparente
Como uma lágrima...
Quem me dera
Um poema assim!
Mas...
Este rascar de pena! Esse
Ringir das articulações... Não ouves?!
Ai do poema
Que assim, escreve a mão infiel
Enquanto - em silêncio - a pobre alma
Pacientemente espera.




Mário Quintana, 1997.

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