quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O anjo

Havia um buraco,
A concreta visão do vácuo,
A ausência de preenchimento no espaço.

O vazio era profundo,
Algo que sugava meu mundo
E tornava todo som mudo.

Havia uma nuvem,
A sombra que cobre o homem,
A neblina que encobre a luz do ontem.

O frio era severo,
Algo que congelava o eterno
E tornava todo som etéreo.

E então veio a escuridão.

E há, agora, um anjo.
Suas asas afagam meu rosto
E seus olhos tornam belo tudo o que vejo.
.
O amor é divino,
Algo que alimenta o que sinto
E torna esse momento infinito.




Jejels, 03/12/2009.

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