sábado, 17 de janeiro de 2009

Amizade

Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida,
mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas
no seu coração.

Para lidar consigo mesmo, use a cabeça,
para lidar como os outros, use o coração,
raiva é a única palavra de perigo.

Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele;
Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua.

Quem perde dinheiro, perde muito,
Quem perde um amigo, perde mais.
Quem perde a fé, perde tudo.

Jovens bonitos são acidentes da natureza:
Velhos bonitos são obras de arte.

Aprenda também com o erro dos outros,
você não vive tempo suficiente para cometer
todos os erros.

Amigos você e eu...
Você trouxe outro amigo...
Agora somos três...
Nós começamos um grupo...

Nosso círculo de amigos...
E como um círculo,
não tem começo nem fim...

Ontem é história:
Amanhã é mistério,
Hoje uma dádiva,

É por isso que é chamado presente...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um Nome

Catedral de pedra
Há uma enorme perda,
Ranger de dentes,
Inimigos chegando...
Só resta o sol quente
Tingindo de luz, queimando...
Itinerante luminosidade,
Amor dilacerado
Nas ruas da cidade.

Temos medo de morrer...
Humilhação e desespero,
Olhos ardendo, querendo viver,
Mãos gesticulando um apelo
Aos que ainda vivem
Sem ao menos saber.


Jejels, 15/01/2008.

Edaz

Luz do dia
A melodia
Que tem o perfume doce.

A memória
Da história
Que não conheço o fim.

Andando sem rumo e
A bruma do muro
Parece sustentar
O medo da morte;
Você tem sido forte,
Ainda ousa sonhar.

A escara em meu peito
E há apenas um jeito
De voltar atrás.
Caminhando no escuro,
Nesse amargo mundo,
O perfume dessa vida edaz.

Luz da alma
Sua áurea
Que brilha essa noite.

Contraponto,
Um estrondo,
Uma luz cortando o céu.

A bruma do muro...
Essa vida edaz...
A escara em meu peito...
Não há mais como voltar atrás.




Jejels, 14/01/2009.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dúvidas

Estrela cadente,
Som estridente.

E um desejo foi feito...
Quando será que conseguirei?
Quando será que esquecerei?
Quando se realizará meu desejo?

Dúvida
Na chuva,
Na rua,
Na lua...

Quando?
Onde?

Firmamento,
Esquecimento...
Contradições
Ao vento.

Ouça, estou cantando
Você pode me ouvir?
Você pode sentir
O que estou sentindo?

Noites sem dormir
Sem saber o que está por vir...
Você pode me ouvir?
Você pode sentir?

O que isso tem me causado...
Esse mundo fadado
Ao esquecimento.

Hoje sou eu...
Quem será amanhã?
O que aconteceu?
Haverá outra manhã?

Há algo em você
Que não me deixa esquecer...
O que devo fazer?
Não quero esquecer...




Jejels, 13/01/2009.

Felicidade

Está num dia com os amigos,
Naquelas tardes dos domingos.
Pode ser só ficar na cama
Ou, para uns, brincar na lama,
É um ato generoso
Ou um lanche gostoso.
Poderia ser ver o nascer ou o pôr-do-sol,
Ou ver uma nota máxima no MOL.
É demonstrar confiança,
Ou simplesmente ter esperança.
Para uns pode ser estar sem ninguém,
Ou ainda rezar por alguém.
Pode ser um demônio que de nós sai,
Ou ter uma conversa com o Pai.
É um momento de reflexão,
Ou a leitura de uma oração.
É ter uma batlha vencida,
Ou recordar-se de uma pessoa querida.
É contemplar uma vida nascer,
E depois admirá-la crescer.
É acordar com a consciência leve,
Ou ver pela primeira vez a neve.
É lembrar-se do amor de alguém,
E saber que tudo acaba bem.
Pode ser compor uma canção,
Com os olhos do coração.



Lucca L'Abbate Sudano, 26/01/2006.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Selva de Pedra

Distante de tudo o que se conhece,
Distante da luz do dia que amanhece...

Fria como a morte,
Como o silêncio,
Como a noite
Que navega num bote...

Gélida e sombria
De noites vazias

Em suas ruas
Não há lua,
Não há leitura,
Mas há você.

E em você me prendo
Mesmo distante
No vento cortante...
Eu não entendo.

E em você eu penso
E me imagino
Fora desse mundo sombrio,
Fora desse clima tenso.

Apesar de distante
De tudo o que se conhece,
É próximo
Do seu sorriso que cresce...

Do seu sorriso longe de mim,
Do seu retrato que eu não desenho,
E finalmente assumi
Que assim não dá mais...

Enquanto enlouqueço,
Todas as noites sonho
Esse mesmo sonho
De que não me esqueço...

E você vai entrando
Para não mais sair...
E eu não imagino
A selva de pedra a surgir.


Onde você se enterra
Onde você se alegra....

Distante da minha imaginação,
Um ar sem canção...

E o ar se torna rarefeito
Enquanto tudo parece mudar
E tudo o que tenho feito
Parece nada adiantar...

O seu nome ecoando
E nenhuma resposta,
Nenhuma lógica,
Nenhum sorriso chegando.

E a selva de pedra cresce
E o tempo passa
E nada acontece
Onde você não passa.

Quente como o Sol,
Como um cachecol,
Como o laço
Que simboliza um abraço.

Distante de mim,
Distante daqui...

Espero que você se encontre
Na selva de pedra
E que não se perca,
Que não esqueça...

Selva de pedra,
A minha queda,
Essa saudade
Sem piedade.




Jejels, 12/01/2009.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Johanna

I feel you, Johanna,
I feel you.
I was half convinced I'd waken,
Satisfied enough to dream you.
Happily I was mistaken,
Johanna.
I'll steal you, Johanna,
I'll steal you.

I'll steal you, Johanna,
I'll steal you.
Do they think that walls could hide you?
Even now, I'm at your window.
I am in the dark beside you,
Buried sweetly in your yellow hair!
I feel you, Johanna,
And one day I'll steal you!
Til I'm with you then,
I'm with you there,
Sweetly buried in your yellow hair!


Sweeney Todd.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Meu erro

Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas...
Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou...

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone...

Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe prá trás...

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais...

Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe prá trás...

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais...

Não me abandone jamais...


Paralamas do Sucesso.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Caminho sem volta

Nuvens escuras voam
Sobre minha cabeça
E vozes ecoam
Pedindo para que você não se esqueça.

E enquanto a água lava
A calçada das despedidas
A saudade salva
As lembranças quase perdidas.

E a chuva que aqui cai
Apenas me faz lembrar
Do seu jeito de sorrir,
Do seu jeito de cantar.

E as nuvens escuras não vão embora
Nunca desistem de te chamar
E eu ficarei aqui do lado de fora,
E eu ficarei aqui a te esperar.

E enquanto os trovões
Estouram nos meus ouvidos
Posso ouvir as mesmas canções
E fazer os mesmos pedidos.

E a chuva que aqui cai
Apenas me leva pra longe
Pra longe de você,
Pra longe do amanhecer.

A chuva faz o chamado
Mas você não responde,
Você se esconde
E eu te encontro ao meu lado.

Sei que você me escuta
E por isso você chora...
Porque você sabe que agora
Não tem mais volta.

E eu fiz o que pude
E eu gritei o seu nome,
E eu fui até onde,
Até onde a memória se esconde.

Mas a porta estava fechada
E você não estava lá...

E eu não tinha mais a chave,
Não tinha como entrar...

E a chuva levou a saída
E tentou te trazer de volta
Tentou trazer minha estrela caída,
Meu anjo, minha escolta.

Sei que você me ouve
E por isso você chora
Mas vou lutar pra te ver,
Porque não conseguirei te esquecer.



Jejels, 06/01/2009.