segunda-feira, 29 de junho de 2009

I'm only me when I'm with you

Friday night beneath the stars,
In a field behind your yard,
You and I are paintin' pictures in the sky.
And sometimes we don't say a thing;
Just listen to the crickets sing.
Everything I need is right here by my side.
And I know everything about you
I don't wanna live without you.

I'm only up when you're not down.
Don't wanna fly if you're still on the ground.
It's like no matter what I do.
Well you drive me crazy half the time;
The other half I'm only trying to let you know that what I feel is true.
And I'm only me when I'm with you.

Just a small town boy and girl
Livin' in a crazy world.
Tryin' to figure out what is and isn't true.
And I don't try to hide my tears.
The secrets or my deepest fears.
Through it all nobody gets me like you do.
And you know everything about me.
You say you can't live without me.

I'm only up when you're not down.
Don't wanna fly if you're still on the ground.
It's like no matter what I do.
Well you drive me crazy half the time;
The other half im only trying to let you know that what I feel is true.
And I'm only me when I'm with you.

When I'm with anybody else it's so hard to be myself.
Only you can tell.

That I'm only up when you're not down.
Don't wanna fly if you're still on the ground.
It's like no matter what I do.
Well you drive me crazy half the time;
The other half I'm only trying to let you know that what I feel is true.
And I'm only me
Who I wanna be
Well, I'm only me when I'm with you
With you.



Taylor Swift.

domingo, 28 de junho de 2009

Espontaneidade

… “As vezes tenho a impressão de que quase tudo em nossas vidas está sendo gelidamente pensado, matematicamente planejado, não dando espaço para o acaso, para o sincero, para o espontâneo”…



Um dos grandes segredos de uma pessoa bem quista são os seus relacionamentos. Há quem diga que este não é um dos, ele é o mais importante, afinal de contas, uma pessoa assim é sempre um boa companhia, um papo agradável e desejada em muitas rodas.Os mais interesseiros já olham só do ponto de vista de rede, web mesmo. Web é mais chic e tem gente que gosta. Quanto mais pessoas conhecer e conviver melhor, pois um dia a gente pode precisar, mesmo que esta pessoa não tenha tanta “importância” assim. Atente o leitor que importância está entre aspas e que se refere do ponto de vista do tal interesseiro citado hipoteticamente acima.
Ao se estudar estas relações “interesseiras”, na grande maioria das vezes, o que se percebe é um mundo vazio, onde ali, no meio daqueles seres humanos, não existe ou pouco se vive sinceridade, entrega, confiança. Existe sim um jogo no relacionamento que permeia o mundo dos negócios, se entrelaça nas amizades e pode chegar aos relacionamentos afetivos como namoro e até casamento.Quando se está no “jogo”, pode-se dizer que na maioria do tempo, ou praticamente o tempo todo, entramos num script que nós mesmos aceitamos e passamos a reproduzir formas de ser, de pensar e de agir, mesmo não concordando com nada disso. No travesseiro – ah o travesseiro – , só aqui, é quem somos verdadeiramente.
Parece que estamos deteriorando nossas relações a cada tempo, sejam elas pessoais ou profissionais, e estamos perdendo o contato com a nossa essência, que é a ESPONTANEIDADE. As vezes tenho a impressão de que quase tudo em nossas vidas está sendo gelidamente pensado, matematicamente planejado, não dando espaço para o acaso, para o sincero, para o espontâneo.
Espontaneidade é falar o que se pensa com o devido respeito, é vestir o que se gosta observando os ambientes, é ser que se sonha sem olhar o sonho do outro, é fazer o que se deseja sem avaliar o que vão pensar de mim… é ser o que se é. O espontâneo é leve, solto, livre, alegre, como uma criança brincando numa praça numa primavera ensolarada.Sem espontaneidade é impossível viver plenamente, afinal de contas, não há encontro verdadeiro se não for espontâneo. Com a espontaneidade, eu me posiciono frente ao outro e aceito que o outro faça o mesmo em relação a mim. E entre nós dois não há julgamento, pré-conceito ou coisa que o valha. Só há presença, aceitação, amor. Eu sou! O outro é. Aí temos as condições para sermos, enfim, um soma de “Eus” (D’Eus), ou simplesmente NÓS!Ao não ser espontâneo, meço as palavras friamente só com o fito de não perder alguém como amigo, amante ou até mesmo de permanecer num emprego. Ao cortar este contato com minha essência pura, entro numa seara fria e sólida, que, aos poucos, pode me transformar em gelo.
Até mesmo este artigo, quando comecei a escrever, pensei que poderia ser mal interpretado. Que algumas pessoas poderiam se ofender. Mas aí me veio a idéia de que não há encontro se não for espontâneo. E da minha parte, não quero estar todas as quintas-feiras aqui no blogdolessa.com para agradar os outros. Vai ser uma farsa.Estas são algumas das minhas idéias que penso e procuro agir neste momento, amanhã posso mudar. Não desejo que você concorde ou discorde, só gostaria que você procurasse me entender.



Retirado de: http://obuscador.org

Hoje aprendi coisas maravilhosas e que levarei para o resto de minha vida... Devo tudo isso a alguém que com certeza encontrou nessa passagem o mesmo significado que eu. Obrigada por abrir meus olhos. Eu te amo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dia nublado

O sol nasce,
Vagarosamente
Vem e aquece,
Iluminando o céu levemente.

Coberto pelas nuvens
Que o engolem, dançando
Enquanto os grãos de pólen
Percorrem o ar, flutuando.

As árvores contentes
Vivas e cheias
Colorem de repente
O cenário das manhãs corriqueiras.

Posso então ouvir
O som do mais profundo silêncio
Que te faz presente aqui
Nesse perdido vale ameno
Onde você me faz sorrir,
Enchendo de carinho o ambiente
Onde descubro que nunca vivi
Sem você no mundo presente.

Torno-me incapaz de medir
O amor em meu peito, ardente
Que faz viajar minha mente...
O mundo se enche de cores
Enquanto ando pela estrada,
Em uma rua sem flores,
Repleta da brisa gelada
Onde reinam temores
De uma alma desesperada
Enchendo de um horror
Vindo das lágrimas de nuvens largadas,
Tristes e sem sabor,
Com memórias congeladas.

Então a água corrói
Meu coração solitário
Mas nada em mim se destrói
Por estar em mim consolidado
O amor que você me transmitiu
Por meio da sua boca
E que me reviveu quando invadiu
Minha melancolia barroca.

No seu abraço se consumiu
O que restava da minha voz rouca;
Quando o ácido nos castigava
Com aquela fúria louca,
Descobri que o que eu desejava
Era a felicidade da vida
E quando esta nos foi dada,
Foi cruelmente tomada
Quando a chuva desvairada
Conseguiu o que queria.

A rua ganhou novos sabores
Enquanto a primavera florecia
Apagando os rumores
Da alma enfraquecida,
Consumida pela inveja
Que a natureza sentia
Já que havíamos alcançado
A felicidade que ela tanto queria.




Jejels, 2007.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.




Vinícius de Moraes, 1987.

terça-feira, 23 de junho de 2009

(Re)Começar

O sol nasce novamente
Numa dança atraente
Da aurora.

E mesmo que eu não siga,
Talvez você consiga
Continuar aqui.

E cantar,
Dançar,
Sonhar,
Viver,
Amar...

Acreditar no que virá
E deixar o que passou,
Perseverar.

Seguir sem medo,
Sentir o apelo
Do universo infinito
Num verso,
Num verbo
Conjugado no infinitivo.




Jejels, 23/06/2009.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sorte


O que será que decide se você morrerá hoje, amanhã ou daqui a muitos anos? Há quem diga que a resposta para essa e outras questões relacionadas ao sucesso das pessoas na vida social, acadêmica e financeira seja uma simples questão de sorte; mas o que leva uma pessoa a pensar que dependa apenas desse fator o resultado positivo em eventos como provas, competições e até mesmo acidentes? É possível comparar essas situações a outras (realmente) dependentes apenas do acaso, como a Mega Sena?

O vestibular da UnB, realizado nesse mês, consistia em duas provas objetivas, cada uma com 150 questões abordando a matéria do Ensino Médio no contexto do cinema. Mas o que exatamente isso tem a ver com sorte? Considere que um dos candidatos, por algum motivo, decidiu resolver toda a prova marcando os itens ao acaso. Como as questões são do tipo A (certo ou errado), a probabilidade de que se acerte uma delas respondendo sem lê-la é de uma em duas, ou seja, 50%. Aplicando esse raciocínio para a prova inteira, a chance que esse candidato teria de gabaritar cada prova do vestibular da UnB desse mês é de uma em 2 elevado a 150! Se compararmos essa situação ao jogo da Mega Sena, em que, entre 60 números deve-se escolher 6, sendo que todos os números escolhidos devem coincidir com os sorteados para que se obtenha o prêmio, chegaremos à conclusão de que a chance de vencer na Mega Sena é de uma em 50 milhões, ou seja, essa porcentagem é muitas, muitas vezes maior que a chance de gabaritar o vestibular marcando os itens ao acaso. Pensemos agora no que acaba de ser colocado: ganhar na Mega Sena depende necessaria e unicamente da sorte, visto que não há nada a ser feito além de torcer para que os números sorteados sejam os que você escolheu. Já no vestibular, é possível aumentar um pouco a probabilidade de acertar cada item e, consequentemente, de acertar toda a prova (mesmo que essa probabilidade continue sendo mínima); isso ocorre a partir do momento em que se lê a questão e se sabe do assunto por ela tratado. Existe ainda outra consideração a ser feita a respeito do resultado final no caso de sucesso: se você tiver muita sorte e ganhar na Mega Sena, poderá receber um prêmio no valor de milhões de reais; por outro lado, se você passar no referido vestibular por mera obra do acaso, entrará numa universidade que está constantemente com professores fazendo greve, estudar muito, passar noites em claro fazendo trabalhos (que muitas vezes você não sabe que utilidade terá em sua vida profissional), para talvez se formar e quiçá passará num concurso para trabalhar mais ainda e ganhar algum dinheiro que ajude a viver e pagar as contas.

Qual é, no final das contas, o sentido de tudo isso? Provavelmente, o citado vestibulando que não estudou para a prova desse mês não entrará na Universidade de Brasília, o que com certeza não depende apenas da sorte de cada candidato inscrito. Portanto, cabe aqui citar uma frase dita pelo professor J. Messias em sua primeira aula de matemática desta manhã: "Se você pretende resolver sua vida usando a sorte, sugestão: as loterias da Caixa estão abertas." Sim, caros leitores, a matemática não é inútil como muitos pensam e o seu futuro não depende da blusa que você está usando, de que dia é hoje e muito menos da posição em que as estrelas se encontram. Como já dizia Chico Xavier, "embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".





Jejels, 22/06/2009.

domingo, 21 de junho de 2009

Amor

Tua voz suave
Ressonante,
Minha alma desperta tão contente,
Você ainda mora em mim,
Cada pedaço como flores em um jardim...

Esperarei quanto tempo demorar
Pois meu amor eternidade irá durar
E em cada segundo
Estarei junto
De ti.

Os dias passam lentamente
E tua presença evapora de repente
E nos teus braços,
Em teus abraços
Quero estar.

Todo o amor nesse coração sofrido
É por você, meu anjo destemido
E quando teus olhos eu encontrar
Para sempre com você vou desejar estar.

Quando a chuva cair
Meu coração irá se abrir
E vou mostrar
O quanto é possível amar,
Igual ao meu amor
Jamais encontrará.




Jejels, 2007.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O vale da inquietude

Dantes, silente vale sorria.
Era um vale onde ninguém vivia.
Haviam todos partido em guerra,
deixando os doces olhos de estrelas
noturnamente velarem pelas
flores formosas daquela terra,
em cujos braços, dia após dia,
a luz vermelha do sol dormia.
Não há viajante que, hoje, não fale
sobre a inquietude do triste vale.
Lá, agora, tudo é só movimento,
exceto os ares, pesando, adustos,
nas soledades de encantamento.
Ah! nenhum vento move os arbustos
que vibram como as ondas geladas
em torno às Hébridas enevoadas!
Ah! nenhum vento essas nuvens guia,
murmurejantes, nos céus insanos,
e que se arrastam, por todo o dia,
sobre violetas, que alguém diria
serem milhares de olhos humanos,
e sobre lírios, de haste pendida,
chorando em tumba desconhecida,
tremendo; e sempre caem, com o perfume,
gotas de orvalho do flóreo cume,
chorando; e desce, nas hastes frias,
um pranto eterno de pedrarias.



Edgar Allan Poe.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estrelas


Quando no vento frio
Vem a noite e aquece,
Tudo fica mais sombrio
E seu coração entristece
Não há mais nada a fazer.


Se o seu céu não tem mais estrelas,
Por que terminar assim
Se quando traças o meu caminho
Vai encontrá-las em mim?
Apenas feche os seus olhos
E não verás escuridão;
Já que se sente tão sozinho,
Liberte o seu coração.


Nada acabou ainda,
Há um mundo a conhecer
E a dor que a vida nos ensina
Não é só para sofrer,
Pois seu coração te ilumina.


Sinta as asas que abraçam,
Seus sonhos começando
Vêm e te acalmam,
Você vai aos poucos despertando,
Mas o mundo não pára.


Se o seu céu não tem mais estrelas,
Por que terminar assim
Se quando traças o meu caminho
Vai encontrá-las em mim?
Apenas feche os seus olhos
E não verás escuridão;
Já que se sente tão sozinho,
Liberte o seu coração.


Se algum dia se sentir sozinho
E então a escuridão vier,
Procure e achará meu caminho
E poderei te fazer sorrir;
Iluminarei seu caminho
E uma nova estrela vai surgir
Então olhe e faças um pedido
E estaremos juntos até o fim.




Jejels, 10/08/2007.


O corvo


Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. "Uma visita," disse a mim mesmo, "está batendo na porta do meu quarto - É só isto e nada mais."
Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor - dor pela ausente Leonor - pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor - cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.

E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava - me enchia de um terror fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só repetia: "É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto - Uma visita tardia pede entrada na porta do meu quarto; - É só isto, só isto, e nada mais."
Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: "Senhor", disse, "ou Senhora, vos imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava certo de vos ter ouvido". Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.

Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, "Leonor!". Fui eu quem a disse, e um eco murmurou de volta a palavra "Leonor!". Somente isto e nada mais.
De volta, ao quarto me volvendo, toda minh'alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida um pouco mais forte que a anterior. "Certamente," disse eu, "certamente tem alguma coisa na minha janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!"

Abri toda a janela. E então, com uma piscadela, lá entrou esvoaçante um nobre Corvo dos santos dias de tempos ancestrais. Não pediu nenhuma licença; por nenhum minuto parou ou ficou; mas com jeito de lorde ou dama, pousou sobre a porta do meu quarto. Sobre um busto de Palas empoleirou-se sobre a porta do meu quarto. Pousou, sentou, e nada mais.

Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e severo decoro da expressão por ela mostrada. "Embora seja raspada e aparada a tua crista," disse eu, "tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu nobre nome na orla das trevas infernais!".

E o Corvo disse: "Nunca mais."

Muito eu admirei esta ave infausta por ouvir um discurso tão atenta, apesar de sua resposta de pouco sentido, que pouca relevância sustenta. Pois não podemos deixar de concordar, que ser humano algum vivente, fora alguma vez abençoado com a vista de uma ave sobre a porta do seu quarto; ave ou besta sobre um busto esculpido, sobre a porta do seu quarto, tendo um nome como "Nunca mais."

Mas o corvo, sentado sozinho no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se naquela única palavra sua alma se derramasse. Depois, ele nada mais falou, nem uma pena ele moveu, até que eu pouco mais que murmurei: "Outros amigos têm me deixado. Amanhã ele irá me deixar, como minhas esperanças têm me deixado."

Então a ave disse "Nunca mais."

Impressionado pelo silêncio quebrado por resposta tão precisa, "Sem dúvida," disse eu, "o que ele diz são só palavras que guardou; que aprendeu de algum dono infeliz perseguido pela Desgraça sem perdão. Ela o seguiu com pressa e com tanta pressa até que sua canção ganhou um refrão; até ecoar os lamentos da sua Esperança que tinha como refrão a frase melancólica 'Nunca - nunca mais.' "

Mas o Corvo ainda seduzia minha alma triste e me fazia sorrir. Logo uma cadeira acolchoada empurrei diante de ave, busto e porta. Depois, deitado sobre o veludo que afundava, eu me entreguei a interligar fantasia a fantasia, pensando no que esta agourenta ave de outrora, no que esta hostil, infausta, horrenda, sinistra e agourenta ave de outrora quis dizer, ao gritar, "Nunca mais."

Concentrado me sentei para isto adivinhar, mas sem uma sílaba expressar à ave cujos olhos ígneos no centro do meu peito estavam a queimar. Isto e mais eu sentei a especular, com minha cabeça descansada a reclinar, no roxo forro de veludo da cadeira que a luz da lâmpada contemplava, mas cujo roxo forro de veludo que a lâmpada estava a contemplar ela não iria mais apertar, ah, nunca mais!

Então, me pareceu o ar ficar mais denso, perfumado por invisível incensário, agitado por Serafim cujas pegadas ressoavam no chão macio. "Maldito," eu gritei, "teu Deus te guiou e por estes anjos te enviou. Descansa! Descansa e apaga o pesar de tuas memórias de Leonor. Bebe, oh bebe este bom nepenthes e esquece a minha perdida Leonor!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! - Tenhas sido enviado pelo Tentador, tenhas vindo com a tempestade; desolado porém indomável, nesta terra deserta encantado, neste lar pelo Horror assombrado, dize-me sincero, eu imploro. Há ou não - há ou não bálsamo em Gileade? - dize-me - dize-me, eu imploro!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! Pelo Céu que sobre nós se inclina, pelo Deus que ambos adoramos, dize a esta alma de mágoa carregada que, antes do distante Éden, ela abraçará aquela santa donzela que os anjos chamam de Leonor; que abraçará aquela rara e radiante donzela que os anjos chamam Leonor."

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga!" eu gritei, levantando - "Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! - sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo, sem sequer se bulir, se senta imóvel, se senta ainda, sobre o pálido busto de Palas que há sobre a porta do meu quarto. E seus olhos têm toda a dor dos olhos de um demônio que sonha; e a luz da lâmpada que o ilumina, projeta a sua sombra sobre o chão. E minh'alma, daquela sombra que jaz a flutuar no chão, levantar-se-á - nunca mais!






Edgar Allan Poe (Tradução em prosa por Helder da Rocha).

Melancolia


O sol aquece apenas o corpo,
A alma coninua congelada pela indiferença
E o esquecimento crescente
Que a faz sofrer cada vez mais,
Derrotada pelo fracasso
De querer e não conseguir.


Tudo o que faz
Torna-se irrelevante,
Inútil.
Como abrir a boca
E tentar falar,
Pois sua voz será engolida
Por todas as outras,
Difundida
E distorcida no aglomerado de vibrações.
Não importa o quanto grite,
Jamais será ouvida com nitidez,
Jamais marcará alguém...



É uma estrela apagada,
Engolida por um corpo negro no espaço,
Perdida para sempre
E jamais lembrada;
Sua existência não foi
Ao menos reconhecida...
E agora dorme
E enquanto sonha
Foge da realidade,
Almejando, aspirando
Ser notada.


E apesar de infeliz na realidade,
Lhe foi realizado um desejo,
Pois se o sonho lhe parecia justo,
Conhecerá, enfim, a felicidade
Quando adormecer para sempre.




Jejels, 27/09/2007.

sábado, 13 de junho de 2009

Reflexão sobre o tempo


O tempo governa as nossas vidas, com a implacabilidade de uma presença constante. Limita-nos e condiciona-nos, fazendo alguns de nós seus escravos e mártires. Determina, astrologicamente, as nossas características; regula, matematicamente a nossa educação; delimita, socialmente, os nossos comportamentos.Vivemos, a maior parte das vezes, em função do tempo que faz; do tempo que dispomos; do tempo que nos falta; do tempo que nos sobra; do tempo que sonhamos vir a ter; do tempo que perdemos; do tempo que já passou; do tempo do porvir.Somos apreciados pela nossa pontualidade; somos enaltecidos pela rapidez das nossas decisões; somos gratificados pela finalização de trabalhos, dentro do tempo estipulado. Esconjuramo-lo do mesmo modo que o abençoamos. Conhecemos a sua relatividade e, mesmo assim, continuamente nos admiramos da forma como ele se faz sentir, em certos períodos da nossa existência. A sua duração tão depressa nos causa júbilo como desespero.Há aqueles que gostariam de ter parado no tempo e não se cansam de afirmar que no tempo deles é que era bom. Uns prefeririam apagar um tempo que os fragilizou e os impede de viverem no presente; outros julgam possível ignorar o tempo, numa rebeldia que os leva a uma vivência caótica.No entanto, qualquer que seja a situação, em momentos de exuberância ou de deplorável infortúnio, queremos sempre mais tempo. Achamos que nunca temos o tempo suficiente para vivermos e realizarmos o que nos propomos realizar, seja lá isso o que for. Não ter tempo é uma desculpa por demais conhecida, andando de boca em boca, nas sociedades modernas. É que, no mundo de hoje, de uma desenfreada tecnologia, onde tudo se movimenta a uma velocidade vertiginosa, há a expectativa de uma produtividade máxima no menor espaço de tempo. Daí, as metáforas “tempo é de ouro” e “tempo é dinheiro” a atestar o valor e a importância que lhe damos, acabando por viver o tempo de que dispomos em stress. E quando sucumbimos à doença que encurtará as nossas vidas e nos privará desse tempo tão precioso, agarramo-nos, com unhas e dentes, ao pouco tempo que nos resta, fazendo uso de todos os meios possíveis para o prolongar, adiando a sua paragem.





quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um dia, quem sabe

Um dia,
Quem sabe,
A gente possa se encontrar,
Voltar a se falar,
E tudo explicar,
E tudo relembrar...


Poder voar,
Voltar ao passado,
Lembrar o bem vivido,
Excluir o tempo ruim
E começar de novo...


Quem sabe,
Um dia,
Quem sabe.




Rafael Daher, 2009.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Imagens para o dia dos namorados...





























Apoio



Se algum dia te disserem que você não é capaz,

Não abaixe a cabeça jamais.




Nunca se deixe vencer pelo cansaço,

Pois sempre que precisar, encontrarás forças num abraço.




Se tentarem te fazer chorar,

Lembre-se do quanto sempre irei te amar.




Mas se a dor tentar vencer seu esforço,

Lembre-se de que há sempre luz no fundo do poço.




Se precisares de ajuda para levantar,

Num piscar de olhos estarei ao seu lado, pronta para ajudar.




E se as palavras de uma pessoa abrirem feridas em seu peito,

Mostre a esse alguém que você sabe o significado da palavra respeito.




Jamais se oculte,

Jamais seja agressivo...

Apenas escute

E serei seu abrigo.




Em tempestades árduas

Cuidarei de suas mágoas

Até o fim dos tempos.




E nada nos vencerá enquanto estivermos juntos,

Pois na união ganha-se o mundo.








Jejels, 10/06/2009.


- Para uma pessoa muito especial que me ensinou o significado de todas essas palavras, e, mais ainda, o significado de respeitar, de amar, de viver.

Um sorriso


Quando vejo uma lágrima
Caindo dos seus olhos,
A tristeza toma conta de mim
E nada me anima.


Apenas um sorriso seu,
É o que preciso
Para encontrar a felicidade
Que há tempos adormeceu.




Phillipe, 21/05/2009.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Devaneios de um solitário


As chuvas torrentes de novembro embalam uma sonata
o tempo que resta
e mata
destruindo um coração


apenas um olhar
apenas uma breve interligação
apenas o apaixonar
apenas um coração


apenas os pesâmes
e os canônes
dessa primeira noite
a sombra da vela
como um açoite
por nunca mais poder ver ela


apenas mais um suspiro do universo
inverso
controverso


tudo tem que terminar...
porém tudo que está a encerrar
indica um novo caminhar



para um novo lugar, ou não
mesmo que dentro de nós ,
em nosso coração


não se culpe, pois a morte vem como vento surdo em nossos ouvido
se nos chama
apenas um ruido
ela sombriamente clama


esse poema de poeta amigo
que apenas fala desse sentimento inimigo
quer dizer para que o seu pesar
torne a sua força
para esse novo caminhar.



Christian Thomas, novembro de 2008.

Cupido e Psique e o dia dos namorados


O dia dos namorados nos remete a tantos questionamentos que nos afetam do bolso (consumo), ao coração (o par perfeito). Já fui testemunha de muita gente (sovina) que rompeu relacionamento às vésperas de datas como esta e dizem não saber o porquê de tal decisão.
Outras pessoas reafirmam que vivem melhor sozinhas e dizem não querer mais perder tempo namorando, entretanto ao serem tocadas pelas propagandas, vitrines e eventos com motivos desta data, que já é comemorada mais de uma vez por alguns - Valentine´s Day e Dia dos Namorados - se cobram por não ter alguém para amar, celebrar ou dividir suas vidas.



Cupido e Psiquê:


Para pensar o tema – dia dos namorados - eu fui buscar na mitologia uma história interessante de amor: Cupido e Psiquê, na qual identificamos os encontros e desencontros das vidas amorosas.
Psique era a mais bonita das três belas filhas do rei. Todos os dias, ela recebia cortejos de pessoas para admirar sua beleza que era tamanha, que muitos a comparavam com a beleza da deusa Vênus, como se tivesse decidido viver entre os humanos.
Esta comparação parecia ser uma homenagem a deusa, entretanto seus templos estavam vazios, por causa da atenção dedicada a Psiquê.
Vênus decidiu vingar-se daquela mortal insolente e por não tolerar tal afronta, pediu a seu filho Cupido (arqueiro divino) que investisse uma de suas setas em Psiquê para torná-la um ser monstruoso, e que sua infelicidade fosse maior do que a mulher mais desgraçada do mundo. (Quem se atreveria a querer Vênus como sogra?)
Cupido, sendo muito obediente a sua mãe foi ao encontro de Psiquê, se aproximou invisível de sua presa e prestes a lhe apunhalar uma seta no peito, ficou encantado com a beleza da jovem e, atrapalhando-se, acabou por ferir-se com a própria flecha.

As duas irmãs de Psique já haviam encontrado esposos e perguntavam ironicamente:
- Onde estará o príncipe encantado de nossa linda irmã?
O rei preocupado foi consultar o oráculo de Apolo para saber a razão e retornou desolado em saber que sua filha predileta não se casaria com um mortal, mas com um ser alado e perverso que se ocupava de ferir homens e deuses com suas flechas e para que seguisse seu destino, Psique deveria ser abandonada no alto de um rochedo para que este Ser Alado viesse buscá-la.
Psique foi abandonada conforme as instruções do oráculo e enquanto dormia, após passar muito medo e pensando que o abandono era seu destino, foi carregada até um belo jardim de um palácio esplendoroso pelos Zéfiros - ventos suaves que sopram vindos do oeste.

A jovem ficou encantada com as maravilhas do palácio. Todas as noites Cupido vinha invisível ao seu encontro, falava ao seu ouvido e passava a noite com ela. Aos poucos, ela se acostumou com a situação, mas sentia muitas saudades de suas irmãs e pediu a Cupido que as trouxesse ao Palácio. Este relutou, mas cedeu ao pedido de sua amada e lhe deu um conselho:
- tome cuidado com a inveja de suas irmãs, pois elas verão que seu Palácio é muito mais encantador do que o lugar onde elas vivem.
Ao visitar Psique, as irmãs não puderam conter sua inveja e persuadiram-na a um plano para matar Cupido, alegando que uma vez que ele nunca se mostrava, deveria ser um monstro e que poderia matá-la. Psique, com muito medo do que poderia acontecê-la e acreditando na amizade das irmãs, seguiu o plano que consistia em matá-lo durante seu sono.
Após perceber que Cupido adormecera, levantou-se para investi-lo uma faca no peito, entretanto, hesitou-se ao se deparar com a tamanha beleza de Cupido. Como um pingo de cera quente da vela que carregava caiu em seu lindo rosto, Cupido acordou e foi surpreendido ao ver Psique com uma faca na mão e sumiu decepcionado. Em seguida, tudo desapareceu com ele, jardim, castelo… Desesperada, Psique foi ao encontro das irmãs e contou tudo o que acontecera. Elas a desprezaram dizendo que Psique fora ingrata com tudo o que recebera e estaria fadada a ficar só.

As irmãs de Psique aproveitaram-se da situação e foram até o rochedo esperando que os Zéfiros fossem buscá-las e levá-las até o lindo castelo para o encontro de Cupido. Praguejaram contra os Zéfiros por não aparecerem, até que ao sentirem um vento nos rostos e se atiram do rochedo pensando que seriam resgatadas pelas mãos destes… Mas, morreram no penhasco.
Psique procurou Vênus e implorou perdão pelo que fizera a Cupido e disse que o amava e queria recuperar seu amor. Foi aprisionada durante muito tempo sob as imposições e obrigações de Vênus, que a propôs uma tarefa muito difícil visando avaliar até que ponto teria forças e ceder. Psiquê demonstrou sua resistência indo até os infernos (Reino de Plutão) para buscar com Prosérpina, uma caixa que supostamente continha beleza, tendo em vista que Vênus alegava ter perdido um pouco da sua, cuidando do filho machucado. (Ê, sogra difícil).
Uma voz no ouvido de Psiquê, a orientou durante sua missão que foi bem sucedida até a volta. A voz que era de Cupido, a aconselhou nunca abrir a caixa, mas Psique antes de entregá-la quis saber o que lá continha e ao abrir uma nuvem de sono profundo a envolveu fazendo com que esta parecesse morta. Cupido mais uma vez ficou muito desapontado com a curiosidade da amada, mas reverteu a situação.
Quando Psique acordou de um sono profundo, recebeu autorização dos deuses para tomar o néctar que a transformou em uma deusa e pôde, finalmente, casar com Cupido.



Após esta história de amor, pensamos por que é tão difícil ser feliz e nos damos conta do quanto traímos nossos desejos. Estamos sempre esperando sermos arrebatados pelo par perfeito, a outra metade da laranja, mas também fazemos com que nossos namorados / namoradas fiquem invisíveis diante dos obstáculos.
Para aqueles que foram fisgados pela flecha do amor, agüentem a dor da imperfeição dos relacionamentos e curtam o dia dos namorados como se fosse o primeiro. A vida é cheia de encontros e desencontros, surpresas, desconfianças, erros, arrependimentos e várias chances para resgatar a confiança do outro e confirmar e lutar pelo que sentimos. Não é ruim expressar o que se sente pelo outro, mas evitem os jogos quando as regras não foram discutidas. Não tenham medo de amar e de ser amados.
Muitas vezes dizemos que é muito difícil amar, mas quantas vezes não nos permitimos ser amados? Às vezes, precisamos de desculpas para expressar ao outro o que sentimos, uma destas desculpas pode ser o dia dos namorados. Enjoy it!





Por Carlos Alberto Alves e Silva, retirado de www.fashionbubbles.com.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Semana do dia dos namorados

Ah, o amor… A semana do dia dos namorados é a semana mais apaixonada do ano. Ainda mais com um feriado por vir. Muitas coisas para se fazer em casal, como sair para jantar, pegar um cineminha, assistir a uma peça de teatro, apreciar a paisagem, fazer juras de amor, ficar enrolado no cobertor vendo sessão da tarde, jogar videogame… JOGAR VIDEOGAME? Sim sim…! É possível fazer com que sua outra metade jogue videogame com você, é só escolher o momento e os jogos certos.
O momento certo tem de partir de você. Apenas você conhece bem a outra pessoa para saber em qual oportunidade sugerir um joguinho, como uma forma de diversão e passatempo. E o melhor, dá para jogar embaixo do cobertor ou se movimentando muito, espantando este frio que vem dominando a época do ano. Uma coisa, porém é essencial saber: o videogame não pode ser a única forma de entreter o casal. Ele tem que ser mesclado com outras atividades que os dois façam juntos e curtam fazer.
Darei abaixo as melhores sugestões para convencer sua cara metade a jogar com você:

** Situação 1: Vocês acabaram de voltar do cinema. Pegaram a sessão das 15 horas no Cinemark (isso, aquela com desconto) e viram um filme de comédia romântica, como Divã. Em casa, antes do jantar, você propõe mostrar algo interessante no videogame. O que você irá mostrar é nada menos que Super Mario Galaxy, para Wii, obviamente no modo de dois jogadores. Você pode ensinar ele ou ela a jogar utilizando os controles de uma maneira beeeeem carinhosa, e se divertir demais com esse super jogo para Wii. E convenhamos, Mario sempre é uma boa pedida.

** Situação 2: O almoço foi bem romântico. Vocês foram comer naquele restaurante que vocês estavam planejando há algum tempo. Agora é hora da digestão, então sentem no sofá e peguem aquele cobertor bem quentinho para mantê-los aquecidos. A pedida para este momento é certamente Little Big Planet. O jogo, que suporta vários jogadores, deve ser jogado apenas com vocês dois, no modo offline. Inclusive, tem até as fases da noiva e do noivo, que vocês podem jogar cooperativamente. Fora os troféus que podem acumular. Diversão certa!

** Situação 3: Em qualquer relação, sempre temos uma trilha sonora. Faça este dia dos namorados ter uma trilha sonora inesquecível ao propor, depois de ter levado a outra pessoa para um passeio no parque, ou na praia, ou até mesmo na praça, umas leves partidinhas de Guitar Hero ou Rock Band. Vocês podem jogar juntos ou separados, em modo cooperativo ou contra, se a outra pessoa já souber jogar. Não esqueça de propor músicas mais, digamos assim, românticas.




Retirado de http://planetagamer.wordpress.com

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As crias da Disney


Olá, pessoa que eu provavelmente não conheço! Bem-vindo à coluna do Momento Cult*, em que qualquer coisa que soe retardada se torna uma grande matéria!
Hoje falaremos sobre as crias da Disney. Pras pessoas desligadas, eu falo das novas sensações do momento, como Hanna Montana, High School Musical e Jonas Brothers. Mas a nossa história começa muito antes, quando Britney Spears, Hillary Duff e Lindsay Lohan ainda estavam aprendendo a usar o banheiro. O quê? Banheiro? Britney e Lindsay no banheiro? Sim, elas estavam no início de tudo. Tan tan!
Era uma vez um clube. Ele se chamava Clube do Mickey e encontrava-se, não em uma floresta encantada, ou num castelo mágico longe de todo mal, e sim, justamente num dos maus da humanidade hoje: nos estúdios de uma "inofensiva" emissora de TV, mais precisamente na emissora do Disney Channel. Nesse clube só existiam crianças maravilhosas que nunca iriam se tornar um mau exemplo, como Britney Spears, Hillary Duff e Lindsay Lohan (Justin Timberlake também, mas falo dele em outra matéria).
Pra quem está achando graça de toda essa história, ria. Mas isso é a mais pura verdade, essas três já foram crias da Disney almejando serem lançadas para o mundo da fama. Das três, só a Britney Spears se lançou sem uma (grande) mãozinha da Disney e Hillary Duff foi a única que "sobreviveu" a essa criação cheia de regalias e sendo tratada como se fosse adulta ou como um objeto de venda por seus pais, e sobre a Lindsay Lohan eu só preciso dizer uma coisa: "Eu sei quem me matou!"
Essa introdução ajuda a entender o porquê de toda essa explosão comercial da Disney. Não que antes o dinheiro não fosse mirado, mas agora o seu plano de comércio aumentou enquanto sua qualidade diminuiu, porém, o seu objetivo mais importante foi cumprido: transformar a imagem que as pessoas têm da Disney e fazê-la durar, para que não só as crianças de até 10 anos saibam das novidades da Disney, mas também para fazer com que a adolescência/infância dos americanos, que está se expandindo para o resto do mundo, continue admirando e comprando produtos da Disney. E o que mudou na imagem que temos da Disney? Ela não está mirando só as crianças em seus programas, mas os adolescentes também, sendo que eles miram mais as mulheres do que os homens(Jonas Brothers que o diga). Toda essa troca de imagem foi friamente calculada, usando o ideal americano de fama e os campos de influencia hoje, que são a televisão, a distribuição de vídeo clipes e o cinema. Eu poderia até numerar os passos tomados pela Disney sendo:
1-Montar um musical que só passaria na TV(caso não desse audiência), que se chama High School Musical que acabou fazendo sucesso por causa de sua história e músicas de estilo “pop”;
2-Colocar para debaixo de suas asas uma banda que não estava tendo muito sucesso, chamada Jonas Brothers;
3-Dar a uma menina, Miley Cirus, um programa chamado Hannah Montana.
A partir daí vocês já sabem o resto: discos solos, filmes, perucas loiras, e bolas de basquete. Porque, hoje em dia, quem precisa de crianças normais correndo e se divertindo, quando temos "crianças" fabricadas e vendendo a idéia de que só se é feliz quando se tem a fama? Juro que eu sinto muita falta do Rei Leão só de pensar nisso.





Beatriz Lobo.

*Blog em construção, maiores informações: bialobocampos@hotmail.com .