sábado, 1 de maio de 2010

O solitário

Não me julgues.
Não tente entender-me.
Sou como o vento
Não tenho destino.
Apenas passo...
Aproveite a brisa.

Não me prendas,
Não me possuas.
Sou como água,
Se preso, evaporo.
Mate apenas tua sede.

Não tente guardar-me.
Não me aprisione.
Sou como as flores,
Colhido feneço.
Guarde-me o perfume.

Não me descreva.
Não me modifique.
Sou como um sonho,
Uma Ilusão.

Não me acompanhe,
Não tente seguir-me.
Sou como um cometa,
solitário.
Apenas admire-me...
Neste momento, então,
Serei Poeta
Teu Poeta.





Almir Bastos (retirado de http://www.amanhecercompoesia.com.br)

Nenhum comentário: