quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Calando-me


Minha voz fluía limpa
E cheia da vontade de ser.

Alguém juntou-se a nós.

Outras ondas sonoras tomaram conta do espaço
E do ar.
Do ar que outrora fora meu.

A conquista de espaço foi prolongada,
Não me atrevi a voltar a ele.

Exilada.

Talvez aquele ar nunca tivesse sido meu de verdade...
Talvez nunca eu,
Aliás, por que haveria de ser eu
A tocar a pele das pessoas sem meu corpo?
A emocioná-las com meus sopros,
Com as frequências que saem de minha boca?

Não...
Não seria eu...
A outra.




Jejels, 08/09/2010.

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