sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meu jogo

Uma falsa imagem que todos formam de mim.
É isso o que as atrai, como polos opostos de um imã,
Como suicidas rumando ao fim.

Mergulham num mundo falso,
Encobertos por palavras venenosas,
Cercados por situações enganosas.

Coleciono-os.
Todos eles.
Alimento-me com o orgulho de tê-los em minhas mãos.

Não chego a usá-los,
Não é necessário,
Pois todos mantêm-se de boa vontade
Nessa ilusória imagem que criam da verdade.

Não, não seria eu a quem essa imagem remete.
Certamente projetam em mim o que sonharam um dia,
Tentam inserir em mim sua solene poesia.

Cegos por eles mesmos,
Recusam-se a enxergar, na rispidez, a verdade
E embarcam numa viajem sem rumo.

E eu, em minhas oscilações de temperamento,
Encontro neles uma fonte de auto-confiança,
Encontro meu ego, minha segurança.

Mas tornei-me prisioneira de meu orgulho,
Perdi-me em meu próprio jogo,
Queimei-me em meu próprio fogo.

Agora percebo que caí,
Passei dos limites, perdi o chão...
Prisioneira de uma paixão.



Jejels, 08/10/2010,

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