quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reencontro

A sensação de exclusão cicatriza aos poucos. Consigo então sentir o ar fresco acariciando minha face, brincando com meus cabelos... e finalmente sinto vontade de sorrir novamente. Um sorriso que há muito, perdera-se por entre caminhos de misantropia e frustrações. Sinto o retorno do ruído de meu riso, sua passagem por comandos nervosos estimulados pela maravilhosa sensação de bem-estar comigo mesma. Sua tradução em sons pelas minhas cordas vocais, entoadas em meu timbre trazem o reconhecimento da satisfação que sinto agora. Reconhecimento: a alegre sensação de dever cumprido faz emergirem gargalhadas. Boba alegre? Maluca? Pode me chamar do que quiser, pois, agora, nada nem ninguém vai estragar esse reencontro. Corro, pulo, grito, deixo que meu corpo manifeste-se numa dança espontânea. Que se exploda o mundo à minha volta e seus problemas! Encontrei alguém que eu amo e que pode consertar o que quer que esteja de errado em minha vida: eu mesma.



Jejels, 14/10/2010.

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