terça-feira, 29 de junho de 2010

Da aurora à púrpura

O dia nasceu lindo,
aurora que reluzia,
por entre cochilos.
Sonhos para mais uma vida.
Vivida em apenas, mais um dia.
Eis a aurora do meu dia,
de sonhos,
um eterna monotonia.
Languidez que não finda,
ainda é dia,
mas a púrpura, enfatiza.
A noite chega.
Colore o céu,
com estrelas,
que nos lembram uma vida.
O amanhã,
da aurora à púrpura,
um novo dia!






Retirado de http://dyanepriscila.blogspot.com/

domingo, 27 de junho de 2010

Jéssica

seu olhar é como estrela
que cintila no céu
e refletiu em meus olhos com vontade de ve-la
e agora escrevo no papel

escrevo tudo que a inspiração me enviar
seja ao horizonte olhar
ou durante meu sonhar

tua voz melodia me parece
assim como o mundo caresse
taõ suave como alaude ressonante no infinito
tão bonito

simplismente
eu me sinto diferente
pois és a poesia
infinitamente

seu nome tem alguma coisa de poética
frenetica
seu nome ....
Jéssica




Christian Oncken, 25/03/2007.

02/06/2010

um rebuliço dentro do meu peito
denuncia a tua chegada
o ruido das chaves
a porta
a sala iluminada
o teu jeito
o teu sorriso
o teu ar de cansada
a voz que me adoça os ouvidos
duvido
que algum dia
eu te abandone
nunca
por nada






Jose Luis (retirado de http://www.slowdown.com.br/ )

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Falta de inspiração

Sento-me à mesa,
O papel em branco à frente;
Nada em minha cabeça,
Nada a escrever novamente.



Jejels, 25/06/2010.

domingo, 13 de junho de 2010

Lembranças

Desenho uma casa
Num campo
E canto
E vejo suas asas.

Mergulho nas brasas
Num silêncio
E penso
Na alegria que vaza.

O entardecer tem cores
Que me lembram você.

Leio um artigo
Num canto
Que canto
Quando estou contigo.

Escrevo um verso
Numa estrela
Que prospera
Pelo imenso universo.

O anoitecer tem sabores
Que me lembram você.

Ouço um ruído
De caramelo
E meço
O que foi perdido.

Toco a melodia
Da felicidade
Na saudade
Que sinto todo dia.

O viver tem flores
Que me lembram você.

A vida tem amores
Que não me deixam esquecer,
O mundo tem vetores
Que te fazem aparecer
Nas fotos, nos tambores,
Me fazem enlouquecer...

E não quero esquecer,
Eu vou me lembrar de você.







Jejels, 2008.

Subjetiva

Faz parte de tudo aquilo que eu não sabia que existia, é móvel e rápido. E a velocidade tem me assustado de uma forma que somente eu sei. Ser tudo, talvez seja uma forma de não ser nada, indefinido, extenso e tenso. Por mais que se fuja, é preciso definir quem se é, e o que se quer, e fazer escolhas, nunca foi e nem será uma tarefa fácil, pois dizer um sim, pode significar a mudança de toda uma vida, de todas as suas perspectivas, ou talvez o desatino que desencadeará erros sequentes, por uma idéia vaga e ilusória.
As tranformações fazem parte do acaso, mas o fato é que escolhemos quem seremos, e o que viveremos, e tudo isso acontece muito rápido. Ontem você era uma criança, e quando deu por si, a vida já estava lhe mostrando sinais da vida adulta, suas bonecas jogadas no canto e em cima da sua cama, as cartas escritas para o seu primeiro amor, e por consequência sua primeira decepção e depois disso acreditem, você está prestes a entrar na vida adulta, e desta você só sairá quando findar a sua vida por aqui.
E crescer é uma tarefa difícil, arriscada propensa a lhe fazer perder o brilho, e as paixões que acreditava ter.
É preciso ter equilibrio para andar na corda bamba da vida, ser realista e firma, mas sem perder a graça,manter aquela ânsia por cada passo dado, mas se escorregar e depois se levantar não sentir medo e ficar atento demais que não possa nem sequer por um momento, brincar.
É preciso se manter na linha, mas é preciso fazer a corda balançar para sentir emoção, sentir tesão, e não desanimar.
É preciso gostar das emoções, e sempre se apaixonar. Fazer da vida uma aventura, onde você seja o protagonista da sua história, da sua trilha, da sua corda. Correr o risco com alegria, sentir o medo e depois conseguir se livrar. Para estar vivo é preciso se emocionar!







Retirado de http://dyanepriscila.blogspot.com/ .

sábado, 12 de junho de 2010

Imortal

Não peço nada além da sua atenção, pois seu olhar sereno e transparente já é o bastante para me fazer bem. Mas sua alma iluminada não se contenta com isso e me cobre de beijos sinceros, abraços e sorrisos. Não peço nada, pois você já é tudo; tudo o que eu poderia sonhar um dia, tudo o que eu sonhei e se tornou realidade. Não peço nada porque sempre me tiram tudo, e porque já tenho a única coisa que nunca arrancarão de mim; mesmo que me enlouqueçam, me envenenem, que ponham para fora tudo o que há dentro da minha pele; mesmo que me tirem a vida e joguem fora o meu coração, jamais tirarão o amor que você me dá a cada dia, pois mesmo estudando o meu coração e conhecendo-o a cada milímetro não irão compreender... Para o amor não há espaço nem tempo, não há física. O amor está impregnado em minha alma, enchendo-a de vida. Quando eu morrer, quero que seja nos seus braços, para que eu possa dormir sabendo que valeu a pena e te dizer que vou estar te esperando, junto às estrelas, para contemplar a cada dia um brilho que se aproxime ao do seu olhar. Não peço que não chore, pois o sentimento é feito para se expressar... Mas saiba que abaixo da terra estará apenas o meu corpo, e não eu. Enquanto eu estiver na sua memória e no seu coração, estarei viva através de você; minha outra metade, minha fonte de vida, meu caminho, meu eterno amor.





Jejels, 06/06/2008.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mudança de estações

Os anos passaram,
Meu interior floriu
Acreditando no sorriso
Das estações que mudaram.

E agora me pergunto
Se foi real.

Parece que foi uma grande ilusão,
Sinto isso tudo pesar em mim
Como se estivesse chegando ao fim,
Desmanchando meu coração.

E enquanto a noite prossegue,
Espero que enfim o sono me carregue
Para longe de meus soluços
E das lágrimas que molham o escuro.





Jejels, 01/06/2010.