terça-feira, 13 de julho de 2010

A anos luz

Presa aos seus olhos,
Jamais me esquecerei de como é a luz
Aquecendo minha pele nos dias de sol
Como um acolhedor cachecol.

A proximidade transformou-se em distância,
Estou a tantos anos luz de você
Que nem em um milênio seria capaz de percorrer
Essa trilha de drama e angústia.

Quando foi que deixamos isso acontecer?
Quando foi que troquei por planos
Todos os meus sonhos do anoitecer?

Quisera eu continuar vivendo
Junto ao meu sonho alado,
Meu irreal açucarado
Que agora está morrendo...

As asas derreteram,
A mágica chegou ao fim,
Os momentos difíceis cresceram
E chegaram ao seu estopim.

Meus desejos foram marcados num calendário
Em que os dias de glória nunca chegam,
Como um compasso binário
Cujo primeiro tempo está marcado por uma fermata.

Estou desgastada,
Cansada de tanto tentar aproximar os ímas...
Algum de nós inverteu o próprio polo,
A força eletromotriz está alterada.

A proximidade dissolveu-se,
Estou a anos luz de você,
Meu coração perdeu-se
No meio do caminho de te ter.



Jejels, 13/07/2010.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Emotiva



Antes fosse eu um fantasma,
Mas esta minha alma está acorrentada,
Enclausurada em meu corpo
E enquanto presa a esta condição,
Enquanto bater meu coração,
A alma transbordará,
Expressará sua existência
Gritando sua essência
Numa lágrima.




Jejels, 10/07/2010.

domingo, 11 de julho de 2010

Declarações

Como eu queria que você soubesse,
Que você entendesse
O quanto você é importante.

Como eu queria que você soubesse,
Que você sentisse
O que sinto nesse instante.

Por que você não acredita
No que eu digo todos os dias?
Quando você me fita,
Não ouve o que meu coração grita?


Meu corpo tenta expressar
O que se passa dentro de mim,
O que faz meu coração acelerar,
O que nunca terá fim.


Declaro-me com palavras,
Sorrisos, olhares,
Rosas, serenatas...

É uma frase tão simples
Para algo tão abrangedor...
Queria que você entendesse
O quão grande é o meu amor.



Jejels, 11/07/2010.

Lembrança noturna

A noite desenrola-se,
Desdobra-se em mil pedaços,
Transforma-se num mosaico
De veludo azul e pontos prateados.

As plumas ainda ao vento,
Uma lembrança do voo sereno,
De um tempo diferente
Que ficou para trás.

A noite desenrola-se,
Desdobra-se em mil pedaços
Como um quebra-cabeça
Cuja última parte perdeu-se no passado.




Jejels, 10/07/2010.

sábado, 10 de julho de 2010

Cuando nadie me ve

A veces me elevo,
doy mil volteretas
a veces me encierro
tras puertas abiertas
a veces te cuento
por que este silencio
y es que a veces soy tuyo
y a veces del viento.

a veces de un hilo
y a veces de un ciento
y hay veces, mi vida,
te juro que pienso:
¿por qué es tan difícil
sentir como siento?
sentir ¡como siento!
que sea difícil

a veces te miro
y a veces te dejas
me prestas tus alas,
revisas tus huellas
a veces por todo
aunque nunca me falles
a veces soy tuyo
y a veces de nadie
a veces te juro
de veras que siento,
no darte la vida entera,
darte sólo esos momentos
¿por qué es tan dificil?...
vivir solo es eso...
vivir, solo es eso...
¿por qué es tan dificil?

cuando nadie me ve
puedo ser o no ser
cuando nadie me ve
pongo el mundo del revés
cuando nadie me ve
no me limita la piel
cuando nadie me ve
puedo ser o no ser
cuando nadie me ve.

a veces me elevo,
doy mil volteretas
a veces me encierro
tras puertas abiertas
a veces te cuento
por que este silencio
y es que a veces soy
tuyo y a veces del viento

te escribo desde los
centros de mi propia existencia
donde nacen las ansias
la infinita esencia
hay cosas muy tuyas
que yo no comprendo
y hay cosas tan mías
pero es que yo no las veo
supongo que pienso
que yo no las tengo
no entiendo mi vida,
se encienden los versos
que a oscuras te puedo,
lo siento no acierto
no enciendas las luces que tengo
desnudos,
el alma y el cuerpo

cuando nadie me ve
puedo ser o no ser...





Alejandro Sanz.

O grito


A voz era doce,
Aveludada,
A mesma voz que me ninava,
Que sussurrava aos meus ouvidos...

Esta mesma voz que me acalmava,
Que me consolava,
Explodiu em raiva.



Jejels, 10/07/2010.

À espera

Esperando por você,
Por algum sinal,
Esperando por um porquê.

É uma espera difícil
E até agora, sem resultado;
"Eu ia te contar", você diz,
Mas agora está calado.

Estou sempre te buscando,
Mas parece que você está a cada dia
Diluindo-se, escapando
Como areia por entre meus dedos.

Você pronuncia as palavras,
Mas para mim, elas não servem mais...
Queria poder sentir como antes
Tudo o que você diz que faz.

Os ponteiros do relógio movem-se lentamente
Enquanto espero por você,
Por algum sinal
De que ainda há no que crer.




Jejels, 10/07/2010.
Pauta para a 59ª edição poemas do Bloínquês.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Por-do-sol

Num olhar distante,

Num segundo de distração,

A cidade se desmancha

Perante a coloria imensidão.






Jejels, 06/07/2010.

domingo, 4 de julho de 2010

Conto de fadas

Meus olhos presenteiam-me,
Pois quando vejo você,
Não há visão mais bela,
O tempo congela.

E os raios de sol iluminam sua face,
Enchem seu corpo de energia,
Enchem-me de euforia
E grito em pensamento para que me abrace.

Quando você se afasta,
Torço para que volte logo
Trazendo a alegria vasta
E infinita que de você irradia
E me contagia
Com esse seu jeito de ser.

Às vezes, você faz graça
E eu deixo passar,
Deixo escapar
Essa chance de rir da vida,
De libertar a felicidade contida,
De gargalhar sem medo de ser feliz.

A correria diária aprisiona-me
Em meio a compromissos e horas marcadas,
Fico tão atarefada,
E como você diria,
Atribulada,
Que me esqueço de que posso viver tudo isso
Como se fosse um conto de fadas.

Afinal, você sempre me fez crer nisso
E não duvido que possa ser real...
Meu sonho materializou-se em você
E passei a viver num mundo surreal...

A princesa sonhadora encontra o bravo cavaleiro,
Um arqueiro que flechou seu coração
E transfigurou-se em anjo
Ecoando na noite a nossa canção...

Você me passa essa sensação
De que o mundo pode ter cores diferentes
Mesmo quando estamos tristes, confusos ou doentes,
Se nos deixarmos guiar pelo coração.




Jejels, 04/07/2010.

Encontrando-me

Sei que estive perdida,
Quase esqueci do que era feita,
Do que me mantém viva...

Mas hoje, encontrei-me novamente.

Encontrei-me em tua alegria,
Em teus risos,
Em tuas palavras,
Em tua companhia.

Sei que estive perdida,
Mas com você reavivei meus sonhos,
Meus dramas,
Minhas paixões.

E agora, mais do que nunca,
Sei que somos mais que amigas,
Sei que isso não terá fim,
Pois sinto em meu peito
Que você já se tornou uma parte de mim.




Jejels, 04/07/2010.

sábado, 3 de julho de 2010

Arrancada

Em um momento, tenho tudo nas mãos,
No outro, só os pedaços do meu coração.



Jejels, 03/07/2010.

Recomeçando

Quando o sol estava se pondo, meu coração disparou. Aquelas palavras não pareciam fazer sentido algum e de repente, tudo o que tinha acontecido, tudo o que eu tinha feito parecia um grande engano. Subitamente, senti em meu peito que nada daquilo poderia ser real. E no fim, não passou de uma grande farsa: eu havia acreditado em mentiras.


Nesse micro-segundo, nesse disparo de meu coração, voltei a mim. O que estava acontecendo comigo? Onde estavam minhas convicções? Como pude ser tão cega? O brilho do sol escondia-se no horizonte e levava com ele as mentiras que inundavam minha mente. Agora eu tinha certeza de que meu coração jamais me enganara.

Ele jamais me esconderia nada, jamais iria embora sem mim... a não ser que eu não o quisesse mais. E fui estúpida o bastante para me deixar levar por todos aqueles que estavam contra nós, fui cega ao ponto de acreditar nas mentiras deles. Colocaram-nos um contra o outro, num ponto em que não havia provas de nada e então, semearam dúvidas em nossas almas.

E o que eu estava fazendo agora? Parada assistindo o tempo passar enquanto minha vida encaminhava-se a um fim. De braços cruzados enquanto o amor ia embora para não mais voltar. Não poderia deixar essa chance passar. Seria quase impossível alcançá-lo agora, mas jamais me daria por vencida. Não poderia deixar isso acontecer sem ao menos tentar encontrá-lo e dizer-lhe que eu estava errada.

Foi quando começou a chover. Pude sentir as gotas de chuva molhando meus cabelos, minhas roupas, lavando minha alma, enchendo-me mais ainda da angústia de encontrá-lo. As palavras ecoando em minha cabeça, minha memória, os batimentos de meu coração guiavam-me a um só caminho: o campo. Talvez ainda o encontrasse por perto, próximo ao chalé, próximo a nossa vida, aos nossos melhores momentos... ao nosso lugar.

As lágrimas uniam-se à chuva e dificultavam minha visão, mas meu sentimento continuava a me conduzir. Minhas pernas moviam-se no limite de sua velocidade, quase me levando a tropeçar diversas vezes, mas nunca parando.

O campo continuava o mesmo depois das duas semanas em que eu parei de visitá-lo, continuava me trazendo a sensação de aconchego, acolhendo-me... aquele era o meu lar. O chalé estava próximo, a apenas alguns minutos se eu continuasse correndo com aquela velocidade, mas antes de chegar lá, meus olhos encontraram o que eu mais queria. Meu coração batia acelerado, a emoção era grande... o desejo de me desculpar, de não ter feito nada daquilo. Eu sabia que tinha feito tudo da maneira errada e pude ver em seus olhos que ele também sabia. Pude sentir em seu abraço que ele entendia exatamente o que tinha acontecido. As malas caíram no chão assim como o resto do mundo.






Para mim, nada mais importava. A vida estava recomeçando com aquele beijo.









Jejels, 03/07/2010.

Pauta para a 80ª edição visual do Bloínquês.

I'm jealous

If I were the Moon, I could catch your eye
I'm jealous of the Moon
If I were the Wind, I would make you fly
I'm jealous of that too

I wish I were the Sun shining on your face -
Caressing like a lover
I would wrap you in a warm embrace
We'd be holdin' one another
(I'm jealous of the Sun)
I'm jealous of the Sun
(Jealous of the Sun)
Oh, I'm jealous of the sun

Oh, I don't wanna share you with nothing else
I gotta have you to myself
I can't help it I'm so in love
I just can't get you close enough, no

When the Sun's on your skin
I can't hold it in
And I know it's a sin
But I'm jealous of the Sun

I wish I were the Rain runnin' down your neck
And drippin' from your fingers
Then I could be the drops rollin' off your back
I'd love to let it linger
(Jealous of the Rain)
Oh, I'm jealous of the Rain

Oh I don't wanna share you with nothing else
I gotta have you to myself
Oh I can't help it I'm so in love
I just can't get you close enough, no

When it Rain's on your face
I almost can taste
(Almost can taste)
Your beauty, your grace
(You're beautiful)
I'm jealous of the Rain


I'm jealous of the Rain
When the Wind's in your hair
(I can see it blowing)
The way it blows through the air
(It's so unfair)
Oh, it's seems so unfair, yeah
When the Moon's in your eyes
You seem to light up the skies, yeah
And I realize
I'm even jealous of the Moon

Shania Twain.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gold in the air of summer


Without giving anything away
I can say it's by the sea
It's a house that used to be
The home of a friend of mine

Without giving anything away
You'll find ships inside of bottles
When the garden's overgrown
The house is white, but the paint is coming off

I didn't know if you wanted to
But I came to pick you up
You didn't even hesitate
And now you and me are on our way
I think I've bought everything we need
Don't look back, don't think of the
All the places we should've been
It's a good thing that you came along with me

Gold in the air of summer
You'll shine like gold in the air of summer
You'll shine like gold in the air of summer
You'll shine like gold in the air of summer




Kings of Convinience.