segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Apenas sons


Como poderia uma música
Entrar em mim de tal maneira
Que me faça cair tão profundamente em mim
A ponto de me perder em minha alma derradeira?

A música levita sobre minha cabeça
E penetra em mim a cada inspiração,
Apossando-se de mim lentamente,
Fazendo com que minha presença se amorteça...

E, subitamente, não sou mais eu...

De repente, preenchi-me da melodia,
Deixei-me invadir pela sinfonia,
Perdi meu corpo,
Vou me resumindo aos sentidos.

Num instante, perco-me por dentro,
Fundo-me aos sons,
A suas frequências,
Cheiros e tons.

E, subitamente, não sou mais eu...
Não sou mais corpo,
Não sou mais matéria.

Só as sensações,
Só as emoções,
Só os sons.



Jejels, 03/01/2011.

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