domingo, 27 de março de 2011

Decrescendo

Rasga, sangra, machuca como nunca. E posso sentir as lágrimas quentes em meu rosto, eu sei que elas não irão embora. Eu mesma não sei o sentido disso tudo. Seria ridículo viver numa ilusão, talvez eu tivesse conseguido fazer isso nos primeiros dias. Mas não é assim. O castelo de cartas é destruído com qualquer sopro e sobra para mim o escuro da noite, a solidão de uma nota musical que deveras fora um acorde. Meu sol menor ecoando numa fermata, a intensidade decrescendo a cada momento... Até quando eu puder suportar essa dor em meu peito. Jejels, 27/03/2011.

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