domingo, 6 de março de 2011

[Im]perfeição

Inesperadas aventuras
Aguardavam no escuro...
Adrenalina pura
Para quebrar de meu mundo, o muro.

O gosto do proibido em minha mente
Tornou tudo mais colorido,
Meu mundo acendeu-se, brilhante
Como os holofotes no palco ébrio.

Era como atirar-me à chuva
Num dia frio e cinza,
Sentindo a liberdade em forma de brisa
A fazer voarem meus cabelos.

E tudo isso que não deveria acontecer
Faz minha mente enlouquecer
De alegria.

Fugindo do meu mundo,
Do que estava certo,
Um destino perfeito
Que já não está mais por perto.

Não sei como explicar,
Mas o imperfeito puxa-me para si
Como do mar a ressaca,
Deixando-me em êxtase...

Sim, tua imperfeição
Faz baixar todas as minhas defesas,
Faz-me duvidar de todas as certezas
Que já tive do que era perfeito um dia.



Jejels, 06/03/2011.

Para a 29ª edição de poemas do Bloínquês.

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