segunda-feira, 25 de abril de 2011

Afago

Madrugada plena,
Serena chuva gelada
Que no silêncio estrelado
Revelou-se de intenso céu iluminado.

Da penumbra surgia um sorriso
Antes contido, mas cheio de energia,
Emergia de dentro do peito
Meio sem jeito, meio lento.

Uma voz confortante,
Confidente, a sós,
Em nós afagava
Os cabelos da amante.

E em veludo, proferia
Que faria de tudo,
Que o mundo daria
Para sentir tal alegria a fundo.

E contava histórias diversas,
Em mistério imersas, vitórias,
De glória, fazendo promessas,
Guardando em frestas de memória.




Jejels, 20/04/2011.

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