terça-feira, 31 de maio de 2011

Por que, Angústia?

Angústia, porque me invades de novo?
Deixas meus olhos inquietos,
A todo instante me movo
Queria a presença dos insetos.

Não, não aqueles mosquitos ultrajantes!
Quero as borboletas coloridas,
Aquelas que pintei para atribuir vida,
Aquelas que dei a ele de presente.

A janela está aberta,
Mas apenas o vento frio me cumprimenta,
O coração no peito aperta,
A hora passa demasiado lenta.

Angústia, porque me tiras o conforto?
Deixas minhas noites insones,
Preciso do sonho absorto,
Preciso de um mundo que não me pressione.

E as palavras escorregam,
Meus atos são impulsivos,
As atitudes desesperadas não negam
O coração ainda vivo.

Mas, oh, Angústia, ao menos me deixa,
Que minha cabeça enquanto sonha
Arquiteta a tão esperada deixa
Antes que meu sol se ponha.





Jejels, 31/05/2011.

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