terça-feira, 24 de maio de 2011

Um sentimento

Mesmo que o sol faça refletir o mundo e que por esses raios eu o perceba com os olhos com suas mil cores e suas mil formas, é algo cuja cor e silhueta não posso ver que me faz sorrir. É algo imprevisível e incolor que com sua complexidade preenche meu interior e traz sentido ao riso, faz com que ele pareça natural e até inevitável.
E apesar de invisível, posso ter a certeza de sua existência quando cultivado em mim. É algo que não se descreve com palavras, algo amorfo, inodoro... Mas que posso sentir irradiar ao meu encontro e que posso sentir guiando-me em atos e pensamentos. Pois ocupa minha cabeça durante horas a fio e faz com que meus pés caminhem de encontro a ele. Passo a passo com coração palpitante, sentindo a energia que me chama para si e que me encanta de um modo único.
Sinto que aquele sorriso desencadeia o meu e que aquele abraço sela o bem-estar que me toma ao abafar o mundo exterior, diminuir os problemas ao meu redor. E palavras em voz e letra escrita passam a ter mais sentido, mais valor. Encontro em cada uma delas o pretexto para explorá-las ao máximo, para alimentar-me delas como se fossem pedaços daquele que as gerou.
E ao mesmo tempo que espero que tudo isso seja recíproco, persiste a dúvida de que seja apenas uma ilusão que reflete o que eu gostaria que fosse real. Então apego-me ao que tenho agora... aos olhares, aos abraços, aos afagos e, principalmente, às palavras.




Jejels, 24/05/2011.

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