quinta-feira, 2 de junho de 2011

Claraboia

Deite e olhe para cima,
Veja o céu claro sobre nossas cabeças,
A abóbada anil que rima
Com o silêncio em nuvem espessa.

Queria que o tempo não passasse,
Queria que o mundo congelasse
E então eu fixaria meus olhos nesse castanho
E afundaria nessa serenidade sem tamanho.

Todo som tornar-se-ia abafado,
Toda cor convergiria para sua face,
Toda luz viria do céu envidraçado
Todo desejo seria que você me abraçasse.

Entretanto, são apenas divagações
Que inundam meus pensamentos,
Meras fantasiosas ilusões
Que meu coração tem como alimento.





Jejels, 02/06/2011.

3 comentários:

Um brasileiro disse...

oi. tudo blz? estive por aqui. muito legal. gostei. apareça por la. aproveitando, vote em mim nos links tops a direita. abraços.

Maiara disse...

O seu poema soou como uma música boa, que ecoa nas paredes da memória por muito tempo depois de ouvida. As palavras dançaram em meu ocular, e deram as mãos para que fossem compreendidas; sentidas. Porque a essência que vi aqui exige de todo o sentir. Gostei muito de ter lido você.

Beijos.

Eduardo Santos disse...

Olá. Sua "claraboia" mais parece o espelho transparente e vivo dos poetas na procura de inspiração. Texto curto, mas de enorme sensibilidade. Parabéns pelo espaço a que espero voltar.