sexta-feira, 24 de junho de 2011

A flor



A ti flor dos campos longínquos
Fonte de inspirações que não secam
Atribuo os meus melhores versos
Em uma oração ao pé do ouvido
Ouças o meu clamor de gratidão
E ao final não digas nada...
Apenas olhe em meus olhos
Para que eu leia de forma plena
Os sentimentos que nunca morreram.

Golpe de sorte, dor que não cessa.
Reside em ti o terreno fértil
Capaz de fazer crescer os sonhos
Que eu em minhas desilusões somadas.
Descrente de tudo e de todos
Passei a sonegar os sentimentos
Que insistiam em viver somente em ti.

Irreversíveis são os espaços abertos
Nos corações que somente sabem esperar
A lástima do subtendido e das meias palavras
É a ausência que se cria de certezas.

A ti flor despida de espinhos
Eu temo causar o sofrimento
Que tu em sua infinita bondade
Seria incapaz de produzir
E se me mantenho distante é para apreciá-la
De tal forma que não note que és observada
Da forma cruel que te faz sentir esquecida
Longe da idéia de ser especial para alguém.

Oh flor não chores,
O tempo todo, cada gesto, cada sorriso.
Nada passou despercebido,
Pois nem mesmo os meus piores inimigos
Traíram-me tanto quanto os meus sentimentos
Aceito a queda da razão frente à emoção
E despeço-me do que um dia eu fui.

Pois tudo o que eu preciso hoje
É não mais temer te fazer feliz!








Luan Emilio Faustino 7 de setembro 2009

Retirado de http://dascartasquenuncamandei.blogspot.com/

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