segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Divagações...

E se eu fosse agora?
Talvez a doce compaixão a me abrir os braços receberia-me com um sorriso nos lábios. Talvez colocasse um ponto final em todo esse alvoroço, em toda essa tortura. Talvez consolaria-me por jamais ter tido o potencial para alcançar meu maior sonho. Talvez me afagasse pelas tentativas frustradas do embrião da minha vida profissional. Talvez me abraçaria quando visse em meus olhos os destroços do que um dia foi uma alma alegre. Talvez... mas apenas talvez, abriria o coração para mim e acolheria-me como a um amigo. O derradeiro amigo, pois talvez, tenha sido por não merecer que não sobrou nenhum.
É... talvez, se eu fosse agora, iria sorrindo por ter-se findado minha dor. Aquela que corrói o peito por dentro e arranca-me mil lágrimas no escuro, até que só reste a alma seca, despida de qualquer bom sentimento que possa alimentá-la.
Schopenhauer, em um de seus discursos, bem que alertou que toda vida é sofrimento.
Talvez seja mesmo hora de acabar com o meu.



Jejels, 01/08/2011.

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