quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Carta noturna

Já virou costume esse clima de noite nublada com músicas calmas em que fico acordada apenas aproveitando o momento e deixando meus pensamentos me levarem numa viagem sem destino. E cá estou mais uma vez, porque afinal, toda noite de insônia eu penso em te escrever. Você já se infiltrou na minha cabeça, não consigo mais desenraizar. Não consigo nem sentir raiva quando você não responde minhas mensagens, só de ver seu rosto no outro dia tudo aquilo se apaga da memória e só consigo pensar no quanto você me faz feliz quando estamos juntos. Até hoje não entendo como você consegue criar essa atmosfera ao seu redor, esse bem estar que irradia de você que me impede de tirar o sorriso dos lábios por mais de três segundos. Mesmo quando tento ficar séria, logo estou rindo novamente, tão bem como me sinto com você por perto. É como uma fortaleza, como um sonho em que tudo acontece de forma tão pura e suave, tão transparente e sincera que é impossível quebrar essa sua áurea de felicidade. E sei que você não está comigo agora e, aliás, deve estar dormindo, mas só de pensar em você, nesse seu rosto macio, nesses seus olhos castanhos tão fluidos e carinhosos, já sinto aquela onda morna percorrendo o corpo, aquela sensação de que estou protegida e os músculos da face esboçando um sorriso bobo... não tem mais jeito, você me conquistou.



Jejels, 02/11/2011.
Pauta para a 92ª edição musical do Bloínquês.

Um comentário:

Fábio B. Lara disse...

Parabéns pelo blog. Você escreve muito bem mesmo.
Comento no "carta noturna" pois esse texto me trouxe algumas lembranças amornadas, de uma época onde a inspiração me vinha muito mais fácil, pois nunca me faltava a "centelha mágica". Hoje sou mais atravancado, meio embrutecido, mas ainda tentando guiar meu coração nas palavras. Coisa que, pelo que li nas suas poesias, você faz com muita competência.
Parabens novamente e, se um dia tiver um tempinho, dá um pulinho no meu sonho de meridiano chamado Outonna: outonna.blogspot.com

See ya