sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Resoluções de um misantropo

Que faria eu no ermo da vida?
Mesmo que envolto em multidão
Sinto queimar no coração tal ferida.

Que manto protetor é a embriaguez!
Mas tão efêmero é o delírio,
Logo contamina-se do real, a tez.

Quão enregelado está meu peito
Imerso em sofrimento anoso
Transformando em jazigo, o leito.

Que faço eu no ermo da vida?
Numa última soberania sentimental,
Deixo esta existência plena de misantropia.



Jejels, 11/11/2011.
Pauta para a 61ª edição poemas do Bloínquês.

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