quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Soneto do escapismo

Segunda chuvosa,
A rua molhada
De sombra e água.

Na bruma da memória
Invento história
De resquícios da noite passada.

A realidade bate à porta,
Desafia-me, faceira,
Bagunçando e fazendo sujeira
Com perguntas sem resposta.

E encaro-a com olhos fixos,
Determinada a miná-la
Até que não haja mais fala,
Até que o mundo evanesça.


Jejels, 07/11/2011.

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