domingo, 27 de março de 2011

Decrescendo

Rasga, sangra, machuca como nunca. E posso sentir as lágrimas quentes em meu rosto, eu sei que elas não irão embora. Eu mesma não sei o sentido disso tudo. Seria ridículo viver numa ilusão, talvez eu tivesse conseguido fazer isso nos primeiros dias. Mas não é assim. O castelo de cartas é destruído com qualquer sopro e sobra para mim o escuro da noite, a solidão de uma nota musical que deveras fora um acorde. Meu sol menor ecoando numa fermata, a intensidade decrescendo a cada momento... Até quando eu puder suportar essa dor em meu peito. Jejels, 27/03/2011.

sábado, 26 de março de 2011

Desmoronando

Um boneco numa estante esperando por uma idéia que nem sabe se será real ou possível.

Mesmo que eu não queira, é assim que eu o faço sentir-se.

Injusta? Fria? Egoísta? Amoral?

Talvez eu seja isso e muito mais.

Talvez eu merecesse muito mais do que o sofrimento que senti hoje, ouvindo essas palavras. Talvez eu mereça muito mais que sua repetida ordem de soltá-lo. Talvez eu mereça mais que palavras ríspidas despejadas num tom afiado como uma agulha a afundar em meu peito.

E realmente começo a achar que mereço mesmo que meu mundo desbote-se numa escala cinza, as cores todas diluídas no sentimento de culpa que varre de dentro de mim toda a sensação de leveza que antes aqui habitava.

Chegou ao fim a atmosfera que eu havia construído sozinha. O bombardeio das suas palavras fez com que ela desmoronasse ao ter contato com o que havia dentro de você... os sentimentos que passaram para mim através do seu toque e que eu logo reconheci como frutos das sementes que eu mesma plantei.



Jejels, 26/03/2011.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Dama de Leques

O sorriso misterioso na face
Convida-me a seguir em frente,
A dama, de repente,
Pede-me que eu a abrace.

Tem os cabelos claros, reluzentes;
Dela emana uma luz envolvente
A transbordar pelos olhos de vidro
Substituindo o precedente sentimento frívolo.

Dona de todo o suspense,
Senhora de todas as dores!
Tens o poder das mil cores celestes e perenes,
Tens a melancolia e o encanto,
Tens o silêncio dos cânticos.

Agarro-me às tuas mãos alvas
Na esperança vivaz do momento presente,
No eco de uma súplica eloquente
A ti, oh, Dama de Leques
Refletida na Estrela D'Alva.



Jejels, 25/03/2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Isolation


When all is lost to you inside
When all the darkness takes the light
The ritual warning has begun
And now you tear away from everyone
Disconnected so alone yeah
Severed ties from all you know

Isolation
Brings you to the end
Until you love again
Isolation
If you could only see
What will come to be?
Yeah!

Justify you waste away
You dare to dream but still you're too afraid
And now you're broken and deceived
Lost to live this cruel reality
You're disconnected so alone yeah
Severed ties from all you know

Isolation
Brings you to the end
Until you love again
Isolation
If you could only see
What will come to be?
Yeah!

Maybe you'll stand
Maybe you'll give and break to find another way
And makes things better
Maybe you'll find
That you can live and learn to love along the way
And make things better
And make things better

Isolation
Brings you to the end
Until you love again
Isolation
If you could only see
What will come to be?
Yeah!

Isolation
Brings you to the end
Until you love again
Isolation
If you could only see
What will come to be?
Yeah!

You're disconnected so alone
What will come to be?
You're disconnected so alone.





Alter Bridge.

domingo, 20 de março de 2011

Finito

Que dor inflama
Tão intensa, implacável
Quanto a de quem ama
Uma realidade inalcansável?

Queria eu apenas adormecer,
Perder-me no amanhecer inocente,
Mas não posso me dar ao luxo de esquecer

Que nada dura para sempre.



Jejels, 20/03/2011.

Pauta para a 46ª edição de poemas do Bloínquês.

Falar

Poder decidir por mim mesma
E recomeçar enfim
Seria manter a chama acesa?
A chama do que resta em mim?

Às vezes vejo o interior
Tão claro como água límpida ao luar,
Mas outras, sou tomada pelo torpor
De um nevoeiro a me asfixiar.

Falar é fácil...

O difícil é desmoronar o castelo,
Lentamente, com o esforço inútil,
Impossível com minha covardia
Romper o elo.




Jejels, 20/03/2011.

sábado, 19 de março de 2011

Decisão


Não sei por quanto tempo pretendem me manter presa. Parece insuportável me ver crescer? Sinto muito, mas estou chegando ao meu limite. Vocês não podem continuar com essa brincadeira de construir uma cerca protetora ao meu redor.




Jejels, 05/03/2011.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Camisa de força

A garotinha ingênua,
Aquela doce criança
Está sendo sufocada.

Não consigo continuar,
Falta-me ar para respirar,
Falta-me o bem mais precioso...

Preciso de espaço para voar,
Preciso de liberdade para sorrir.
Um segundo a mais nessa camisa de força
Me fará explodir.




Jejels, 05/03/2011.

terça-feira, 15 de março de 2011

Outras vidas

Um milhão de vidas
Escondem-se em uma só
Eclodindo em temperamento
Que efervece minhas veias.

Fluem um milhão de almas
Enraizadas em minhas entranhas;
Vidas frustradas,
Algumas amarguradas
Buscando um pouco de calor
Para sobreviver.

Cada uma à procura de seu sol,
De seu néctar da realização
A fim de reanimar o coração.

Algumas buscam aventuras,
Outras anseiam por perdão
Enquanto uma em especial
Procura alguém que fora trancafiado num porão.





Jejels, 05/03/2011.

domingo, 13 de março de 2011

Cryin'

There was a time
When I was so brokenhearted
Love wasn't much, of a friend of mine
The tables have turned, yeah
'Cause me and them ways have parted
That kind of love, was the killin' kind
All I want, is someone I can't resist
I know all right I need to know by the way that I got kissed

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
your Love is sweet, misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do-down on me

Now there's not even breathin' room
Between pleasure and pain
Yeah you cry when we're makin love
Must be one and the same

It's down on me
Yeah, I got to tell you one thing
It's been on my mind
Girl I gotta say
We're partners in crime
You got that certain something
What you give to me
Takes my breath away
Now the word out on the street
Is the devil's in your kiss
If our love goes up in flames
It's a fire I can't resist

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
your Love is sweet misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do down on me

'Cause what you got inside
Ain't where your love should stay
Yeah, our love, sweet love, ain't love
'Till you give your heart away

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
Your Love is sweet misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' just to let you
Do what you do what you do down to me, baby, baby, baby, baby

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
Your Love is sweet misery
I was cryin' when I met you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do down to, down to, down to, down to, down to

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
Your Love is sweet...
I was cryin' when I met you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do down to, down to, down to, down to, down to.





Aerosmith.

sábado, 12 de março de 2011

Observando

A noite estava bonita, não?
Por isso você ficou lá observando...
O nada às vezes parece tão inpirador, tão convidativo. No final do dia, o que nos restam são as memórias do que aconteceu. Estrelas testemunharam tudo, mas agora chegou a um fim. Ou a um começo, depende de como se vê as coisas.



Jejels, 07/03/2011.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cabelos negros

Os ponteiros movem-se rapidamente
Numa dança incansável,
É implacável,
Impossível pará-los.

E com toda essa adrenalina,
Com a ideia errônea,
Cresce minha sina,
Vem à tona minha insônia.

Apesar do tempo que voa,
Aquela imagem ficou congelada,
Em minha memória conservada
Fio por fio.



Jejels, 06/03/2011.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Esperando

Existem alguns momentos
Em que nos deixamos levar
Por ideias ilusivas,
Sementes do sonhar.

Ainda não consegui me desprender
Daquela que provou ser
Algo mais que mera ideia,
A heroína de minha epopeia.

Você pode não saber,
Mas ela ainda está aqui,
Não pude deixá-la morrer,
Então fi-la crescer dentro de mim.


Ela está à sua espera
E por ela ainda temo,
Parada no tempo,
Fugindo de uma fera.

Você virá?
Ou ela permanecerá
Para sempre
A esperar?





Jejels, 05/03/2011.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Faltam-me palavras

Parece que tudo me fugiu do controle... mas ao mesmo tempo, sinto-me tão livre quanto nunca fui. Estar com você me enche de uma alegria diferente, faz-me sorrir de outra forma.
E eu sei que uma voz em minha cabeça diz que eu não deveria aceitar isso. Mas é algo que não mereço?
Um par de mãos estende-se para alcançar as minhas, como posso simplesmente virar as costas? Afinal de contas, eu sei o que é um coração partido... não quero machucar o seu.
Não encontro mais palavras para continuar. Estou feliz, sinto a liberdade em minhas veias, sinto-me segura nos lugares mais improváveis... pulo de alegria, jogo meus cabelos em todas as direções no ritmo da música que sei que está sendo tocada para mim.
E isso me faz bem.


Jejels, 06/03/2011.

domingo, 6 de março de 2011

O beijo



Agora que tudo havia passado e eu estava sozinha novamente, tudo veio à tona.


O sentimento de culpa estava presente como eu pressentira antes, mas ele era menor do que eu esperava. Minhas mão tremiam e eu não pude conter o impulso de levar a mão ao canto da boca. O que estava acontecendo comigo?


Fazia um tempo que não ficava sozinha assim e é nesses momentos que acabamos nos compreendendo melhor, ficamos mais conscientes do que acontece dentro de nós. E depois de um dia sem igual em que fui além de todos os meus limites, ampliei minhas fronteiras, eu estava me sentindo ótima. Estava. No passado. Um pequeno detalhe fez com que uma bagunça enorme surgisse em minha cabeça.


Eu sabia que voltar sozinha com ele era correr o risco de algo inusitado. Não que isso fosse algo ruim, pois eu tinha certeza de que ele jamais me faria mal algum. Porém, eu não estava pronta para aquilo. Na última vez que ele me deixou em casa, quase aconteceu, eu pude sentir na forma que agia, na forma que prolongou o abraço e tentou colar o rosto ao meu quando fui beijar-lhe a face na despedida. Dessa vez, não. Dessa vez foi concreto.


Minha mão trêmula tocava o canto da minha boca que antes estivera nos lábios dele. Aquele simples contato agora fervilhava em minha cabeça. Fingi que entrei em casa e esperei que ele fosse embora. Então fui para a rua novamente, sozinha, pois não suportaria dormir com aqueles pensamentos. Precisava decifrar o que estava dentro de mim.


A culpa existia, como já disse. Mas havia algo mais... algo que eu não sabia ao certo se ultrapassava essa minha velha companheira. E, acima de tudo, algo que não deveria existir aqui. Não dessa forma, não agora. Mas lá estava ele, novamente a me asssombrar - o fantasma sombrio de uma nova paixão.










Jejels, 06/03/2011.

Pauta para a 59ª edição visual do Bloínquês.

[Im]perfeição

Inesperadas aventuras
Aguardavam no escuro...
Adrenalina pura
Para quebrar de meu mundo, o muro.

O gosto do proibido em minha mente
Tornou tudo mais colorido,
Meu mundo acendeu-se, brilhante
Como os holofotes no palco ébrio.

Era como atirar-me à chuva
Num dia frio e cinza,
Sentindo a liberdade em forma de brisa
A fazer voarem meus cabelos.

E tudo isso que não deveria acontecer
Faz minha mente enlouquecer
De alegria.

Fugindo do meu mundo,
Do que estava certo,
Um destino perfeito
Que já não está mais por perto.

Não sei como explicar,
Mas o imperfeito puxa-me para si
Como do mar a ressaca,
Deixando-me em êxtase...

Sim, tua imperfeição
Faz baixar todas as minhas defesas,
Faz-me duvidar de todas as certezas
Que já tive do que era perfeito um dia.



Jejels, 06/03/2011.

Para a 29ª edição de poemas do Bloínquês.

Impulso

A lua espiava
Quando eu não respirava
Com seu rosto tão perto,
Não estava certo.

Tudo começou a girar...
Meu mundo voltou a girar.

Minhas mãos tremiam
Indo de encontro ao meu rosto corado
E as estrelas riram
Ao ver aquele beijo roubado.



Jejels, 06/03/2011
(o domingo que ainda era sábado)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Encarando de outra forma...

A maioria das pessoas acha que a distância é um grande obstáculo que separa as pessoas e as faz sofrer. Porém, o fato de que quando nos separamos de pessoas que amamos, não quer dizer que os laços que temos com elas serão cortados. O mundo não vai parar de girar, o sol não vai deixar de brilhar e nada de extraordinário vai acontecer só porque estamos sentindo saudades de alguém. O amor vence distâncias, então, se o sentimento é verdadeiro, não há o que temer, pois ele sobreviverá. A distância às vezes é necessária. Pode-se encará-la como uma provação, como um desafio. Mas eu, particularmente, tenho aprendido bastante com ela. Sim, eu enxergo a distância como uma bela oportunidade de aprender, principalmente sobre mim mesma. Quando quem amamos está a quilômetros daqui, por que não conhecer novas pessoas? Fazer novas amizades? Ler novos livros? Nos arriscarmos em outras atividades? Ficar trancado em casa vendo a vida passar e se lamentando por causa da distância só vai aumentar a lacuna que deixaram em seu coração, o que, definitivamente, não faz bem a ninguém. Com um mundo imenso lá fora, por que não arriscar coisas novas? Veja bem, não estou dizendo que devemos substituir pessoas que, por qualquer que seja o motivo, tiveram que se distanciar de nós por algum tempo, estou apenas defendendo a ideia de que ficar chorando por isso não resolve nada. A vida é curta demais pra se passar lamentando por qualquer coisa que seja, e com toda a tecnologia que temos hoje em dia, a distância foi muito resumida! Temos telefones, aparelhos celulares e internet. Além disso, as viagens estão cada vez mais acessíveis às pessoas. Usemos a tecnologia a nosso favor e aproveitemos a vida! Afinal, todos precisamos também passar um tempo sozinhos, nem que seja um instantezinho na vida.









Jejels, 04/03/2011.



Pauta para a 49ª edição opinativa do Bloínquês.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vida líquida

Corra para a janela!
Venha sentir o cheiro da chuva que chegou!
Venha ver sua serenata tão bela
Em pingos de vida real.

Não tenha medo, abra a janela!
Permita-se colocar os dedos para fora,
Sentir na a pele como se fosse cera
A cair na arandela.

Talvez você pense que a chuva pode ser um aviso
Do que não se deve fazer,
Mas pode ser uma mera teoria
E posso refutá-la com um sorriso.

Posso, sim, correr pelas poças de água,
Provar a mim mesma
Que posso virar a mesa,
Posso voar como uma águia.

Posso sentir o vento em meu rosto,
Os pingos de chuva a ensopar minhas roupas
E simplesmente amar esse sentimento,
Jogar fora tudo o que tinham me imposto.

Como é doce o sabor da vida
Em forma líquida
A me beijar a face...
















Jejels, 03/03/2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Distância

Ela estava deitada novamente, pensando nele. Fazia dois meses que estavam afastados e todas as noites, ao deitar-se em sua cama, pensava nele antes de dormir. As lembranças eram o que mantinha a chama do amor viva, ainda brilhando. Os dias passavam lentamente e ela tentava ocupar a cabeça com outras coisas. Fez uma lista dos livros que estavam em sua prateleira e ainda não havia lido e passava as tardes imersa nas palavras impressas, tentando encontrar nelas o abrigo que ele sempre fora.
Estava tentando se acostumar com aquilo, pois ele disse não saber quando voltava. Por vezes, ela se perguntou se aquilo era um adeus definitivo, mas essa ideia pesava muito em seu coração, por isso decidiu apenas seguir em frente sem mais ponderações.

Os primeiros dias foram mais difíceis, os pensamentos não obedeciam quando ela balançava a cabeça tentando afastá-los. Apesar de estar evitando-os com maior eficiência depois de algumas semanas, à noite as lembranças tomavam conta de sua mente. Sonhava com frequência com aqueles cabelos macios em que gostava de entrelaçar os dedos... os dias ensolarados que passaram juntos eram revividos em seu insconsciente. Naquela noite em especial, lembrava-se do dia em que se conheceram. Era um dia de sol e ela estava em uma festa em que havia vários amigos de longa data, o que tornava o ambiente muito agradável. Algumas pessoas decidiram juntar-se em um jogo e foi nesse momento que se encontraram. Trocaram olhares diversas vezes, parecia até que conversavam com os olhos. Um turbilhão de sentimentos invadia seu coração e ela simplesmente abriu a porta para acolhê-los. Foi quando ela estava indo embora que finalmente se falaram pela primeira vez. Não foi um diálgo longo devido às circunstâncias, mas foi o suficiente para ela ter certeza de que estava apaixonada. Ele apanhou um pedaço de papel e escreveu rapidamente o nome e o telefone dela e aquilo selou o início de uma nova paixão. Depois desse dia, trocaram mensagens, telefonemas, risadas, histórias... até que chegou o dia em que trocaram um beijo.
Ela molhava o travesseiro com suas lágrimas. Sentia-se egoísta por querê-lo para si naquele momento, afinal, ele tinha de partir, pois precisava ver a tia que ficara doente. "Não há motivos para ficar assim, sua tola. Ele voltará, seja paciente." ela pensava. Foi então que seu celular tocou, despertando-a de seus devaneios noturnos. Ela pulou de sua cama para atender a ligação e então suas lágrimas deram lugar a um arregalar de olhos acompanhado de um sorriso. O que fez a seguir foi descer as escadas de sua casa tão rapidamente que sentia estar voando... E ela estava nas nuvens, de fato, agora que sabia que seu anjo havia voltado.

A distância entre eles agora se resumia a alguns degraus que ela logo iria reduzir ao ar que existiria entre seus corpos durante o abraço do reencontro.



Jejels, 02/03/2011.

Pauta para 56ª edição conto/história do Bloínquês.

terça-feira, 1 de março de 2011

Nuvens

Esperança,
Leve esperança,
Um céu azul,
Um sonho de criança.

Um cavalo alado,
Um segredo a guardar,
Um sonho calado,
Um mundo a girar.

Alegria,
Doce alegria,
Um mar tranqüilo,
Uma brilhante fantasia.

Um dragão suntuoso,
Um olhar iluminado,
Um coração curioso
Num mundo encantado.

Mistério,
Completo mistério,
Luzes enchendo
O espaço aéreo.

Um chocolate quente,
Uma noite que dança,
Uma estrela cadente,
Um sonho da minha infância.




Jejels.

28ª edição de poemas Bloínquês.