terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O brilho dos olhos

Que olhos imagino ao fechar os meus!
Olhos longínquos, mas brilhantes,
Um clarão no breu.

Talvez pudesse desaparecer,
Apagar-se olhar tão terno
E impossível, que me faz tremer
Ao ponderar que poderia
Simplesmente desvanecer.

E tais olhos, cativo a esperança de penetrá-los,
Conseguir o consentimento de, como vassalo,
Admirar eternamente a pulsante chama
De vida que se esconde
Tão tímida, ao longe,
A emanar tal brilho e tal perfume
Que me envolvem num encanto
Ao qual é impossível ser imune.




Jejels, 24/02/2012.

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