domingo, 15 de abril de 2012

Manhã de domingo

Como não acordar com um sorriso
Nesta doce manhã de domingo?
O sol desperta gradualmente,
Uma tênue aparição celeste
Como se temesse acordar
A amada em seu leito de nácar.

Ela sonha em seu descanso,
A tez calma, iluminada,
O corpo abandonado num sono manso.
Pela janela, a nublada manhã de domingo
Trazendo um sol solícito,
Que, humilde, deixa-se encobrir pelas nuvens,
Vestindo nublada penugem,
Irradiando luz difusa pelo ar.

Os pássaros aproximam-se a cantar
Anunciando o início de um novo dia.
A adormecida, com alegria,
Abre os olhos num suspiro
- A paz é música aos seus ouvidos
E tudo naquela serenata contido
Provoca-lhe imensa felicidade.
Seus olhos cintilam como estrela cadente
A que se faz um pedido.

Singela manhã de domingo
Em que pingos de alegria e satisfação
Cobriram-lhe a face e inundaram-lhe o coração
Qual pétalas de rosa num mar aberto
Que ela sempre soube não ser concreto,
Mas naquele suave momento,
Percebera que tudo era regido pelo pensamento.

Ela acorda com um sorriso
Numa doce manhã de domingo
Sentindo a vida lhe percorrer as veias
Com um amor que permeia
Inebriando-lhe os sentidos.
Um símbolo do infinito.



Jejels, 15/04/2012.

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