segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Em meu quarto


A manhã desperta,
Raios de luz adentram meu quarto
Fracos e tímidos,
Um ar vívido
Que não é bem-vindo
Nesse meu refúgio sombrio.

Escondo-me sob as cobertas,
Sabendo que a claridade não me atingirá,
Será só um feixe de luz
Que meus olhos azuis
Esquecerão atrás da porta que nos separa,
Pois meu quarto não tem janelas,
Assim como minha alma.

E pudera eu permanecer assim,
Entre sono e consciência,
Num devaneio sem fim.


Jejels, 13/08/2012.

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