sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Inquebrável dor

Rajadas de vermelho cortam meu coração
E o sangue desce aos jorros
De encontro ao chão, uma poça escarlate,
A dor que não parte.

E tenho nas mãos apenas meus dedos,
Nódoas petrificando meu peito,
A mácula do pranto
Esmagando-me num canto.

Até que, enfim, não reste ar
Que possa em meus pulmões ser retido;
O pulso machuca,
O corpo fraqueja,
A rosa murcha.



Jejels, 13/12/2012.

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