quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Soneto sobre a dissolução das nuvens





Deveras calmo o céu naquela tarde,
Que se assentava sobre meus olhos,
Numa visão do paraíso, a calmaria
Que encheu meu coração de alegria.

E nele as nuvens desmanchavam-se
Tal qual meus lábios em tua boca,
Uma justaposição que se mistura,
A realização de uma intenção pura.

Deveras calmo o céu naquela tarde
Que eu podia ver pela tua janela
Emoldurada pela floração amarela.

E nele, as nuvens desmanchavam-se
Numa entrega que eu sentia internamente,
Desejos que abrasavam aquela tarde quente.



Jejels, 27/12/2012

Um comentário:

Bruna Leôncio disse...

Que lindo soneto! Sou apaixonada pela nuvens :3